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Banca de DEFESA: GABRIELL SOEIRO ARAUJO AVELAR

2025-09-17 16:57:41.289

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GABRIELL SOEIRO ARAUJO AVELAR
DATA: 02/10/2025
HORA: 14:00
TÍTULO: Algodão no Vale do Itapecuru: Conexões entre Capitalismo e Escravidão no Maranhão Colonial (1755-1820).
PALAVRAS-CHAVES: Capitalismo, Escravidão, Maranhão Colonial, Plantation , Segunda Escravidão.
PÁGINAS: 121
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: A partir da segunda metade do século XVIII e início do XIX o Maranhão se torna um relevante porto de desembarque de escravizados nas Américas em razão de sua inserção no mercado atlântico como fornecedor massivo de algodão para revolução industrial, recebendo 70% do total de 114mil desembarcados na nessa região no período apontado e mantendo a oferta regular desse gênero via trabalho de escravizados nas lavouras de algodão. Para atender a essa demanda sem precedentes a lavoura escravista algodoeira maranhense se multiplicará principalmente na bacia do Rio Itapecuru e a reprodução sistemática dessas unidades produtivas se manifesta nas formas de apropriação do espaço e exploração do trabalho escravo cada vez mais intensas caracterizados pela “segunda escravidão” segundo Tomich (2015). O objetivo da pesquisa é analisar o perfil da “plantation” algodoeira maranhense no início do século XIX fazendo as conexões entre capitalismo e escravidão, considerando os agentes históricos estabelecidos e marginais em suas estratégias de ocupação do espaço, lógicas de produção, relações de poder, estratégias de resistência e percepções frente ao mundo atlântico que caracterizam a paisagem da sociedade colonial cotonicultora do Vale do Itapecuru. Para investigar o perfil dessa unidade produtiva por meio de uma historiografia global analisaremos a mesma em sua dimensão espacial e o contexto dos eventos atlânticos que a influenciaram. Além disso pretendemos entender sua espacialidade por meio de relatos de cronistas da época e a medida que avançarmos em suas descrições traçar-mos as particularidades da paisagem da plantation de algodão maranhense na ribeira do Itapecuru e como a consolidação desse complexo exportador insere o Maranhão nas dinâmicas do capitalismo atlântico e da divisão internacional do trabalho.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1434296 - ALIRIO CARVALHO CARDOSO
Co-orientador - 1708921 - DANIEL LEMOS CERQUEIRA
Presidente - 1852177 - LUIZ ALBERTO ALVES COUCEIRO
Externo à Instituição - REJANE VALVANO CORREA DA SILVA - UFRJ

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