Banca de DEFESA: MARIA DE FATIMA CABRAL PEREIRA
2025-09-17 18:39:48.14
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA DE FATIMA CABRAL PEREIRA
DATA: 06/10/2025
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/ieo-uhxg-ujd
TÍTULO: DOM FREI JOAQUIM DE NOSSA SENHORA DE NAZARÉ: TRAJETÓRIA EM CONEXÕES ATLÂNTICAS (1820-1830).
PALAVRAS-CHAVES: D. Frei Joaquim de Nazaré; Independência do Brasil; Guerra Civil portuguesa; Sociedade Oitocentista; Religião; Política.
PÁGINAS: 131
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: No século XIX, uma onda revolucionária varreu as colônias portuguesas e espanholas nas Américas, levando à independência. A instalação da Corte Portuguesa no Rio de Janeiro em 1808 mudou o cenário colonial, levando eventualmente à separação do Brasil de Portugal. Em 1820, a Revolução Liberal do Porto exigiu o retorno de D. João VI e sua Corte à Portugal, refletindo o conflito de interesses entre metrópole e colônia. A Independência do Brasil, em 1822, marcou uma ruptura nessa relação, embora algumas províncias, como o Maranhão, resistiram à adesão. O bispo Dom Frei Joaquim de Nossa de Nazaré, presidente da Junta Governativa do Maranhão, recusou-se a aderir à independência e atuou contra a adesão da província. Na década de 1830, em Portugal, à época bispo de Coimbra, esse mesmo clérigo se envolveu na disputa pelo trono português entre D. Pedro e seu irmão Miguel, aliando-se a este último e aos interesses da Igreja Católica. A trajetória política e religiosa desse bispo se evidenciou em meio às revoluções liberais e contrarrevoluções dos anos 1820-1830, revelando sua participação em ambos os lados do Atlântico. Desse modo, busca-se alinhar abordagens da micro-história com os campos teóricos da História Conectada e História Global para desvendar os contextos, atuações, posicionamentos e influências desse bispo católico. Nesse sentido, o objeto de pesquisa está guiado pela abordagem analítica da variação de escalas em Jacques Revel, a fim de compreender o contexto brasileiro, português e maranhense do século XIX. Para as fontes eclesiásticas e políticas utiliza-se a análise do discurso em Gizele Zanoto e Eni P. Orlandi, respectivamente. A análise da trajetória político-religiosa do bispo oferece uma perspectiva sobre a resistência à mudança e a defesa do status quo em um período de intensas transformações políticas e sociais.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1841373 - ITALO DOMINGOS SANTIROCCHI
Interno - 1818212 - POLLYANNA GOUVEIA MENDONCA MUNIZ
Externo à Instituição - ANA ROSA CLOCLET DA SILVA - PUC-CAMPINAS