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Banca de QUALIFICAÇÃO: GABRIELA DE SOUSA FERREIRA

2025-12-01 11:54:21.707

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GABRIELA DE SOUSA FERREIRA
DATA: 15/12/2025
HORA: 15:00
TÍTULO: FAMÍLIA, TRABALHO E CLIENTELISMO: A DIMENSÃO POLÍTICA E ECONÔMICA DAS POVOAÇÕES DE ÍNDIOS E BRANCOS NO BAIXO-PINDARÉ (1757-1803).
PALAVRAS-CHAVES: Jesuítas; Espólios; Índios; Terra; Poder.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: Este trabalho busca investigar as Vilas de Viana, Monção e o lugar dos Índios Gamela de São José de Penalva pelo aspecto político e econômico, sob a vigência do Diretório dos Índios (1757), partindo do princípio de que a secularização administrativa das aldeias e o confisco dos bens da Ordem (1759) abriu margem para o estabelecimento de uma aristocracia rural, por um processo lento e gradual de apropriação dos espólios. Conforme argumentamos, o processo de redistribuição, concessão e venda dessas propriedades impactou na formação de uma elite da terra, cujos negócios, numa longa trajetória, estiveram intimamente vinculados à expropriação da terra e do trabalho indígena, em contexto proibitivo, como demonstram as denúncias feitas por indígenas das respectivas povoações. Uma parte importante da pesquisa envolve o mapeamento do patrimônio material jesuítico, antes e após a expulsão, e a identificação dos novos proprietários. O corpus documental da pesquisa é composto, primordialmente, por Devassas (AHU) realizadas na região em 1764 e inventários das posses do Baixo-Pindaré. Os inventários foram coletados no Arquivo Histórico Ultramarino (AHU), no Arquivo da Biblioteca Pública do Maranhão (BPBL) e no Arquivo do Tribunal de Justiça do Maranhão (ATJM). A metodologia empregada envolve uma análise serial e quantitativa nos códices referentes ao período da pesquisa, onde buscamos discutir, a partir disso, o dinamismo econômico da região e os modos de produção, circulação e consumo nas propriedades anexas às povoações. A análise das povoações do Baixo Pindaré, no contexto pós-expulsão dos jesuítas e durante a vigência do Diretório Pombalino, permite uma visão aprofundada dos mecanismos de acumulação primitiva de capital e da complexa rede de relações familiares e clientelismo que definiam a região. Ao focar na trajetória de José Nunes Soeiro (proprietário do Engenho de São Bonifácio após o confisco) e na rede de sociabilidades que ele opera, é possível avaliar a dimensão política e econômica da estrutura familiar escravista no período pós-abolição (1755).
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2365309 - SORAIA SALES DORNELLES
Interno - 108.095.668-93 - RAFAEL IVAN CHAMBOULEYRON
Externo à Instituição - ALEXANDRE DE CARVALHO PELEGRINO - UOFT

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