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Banca de DEFESA: CLAUDIMAR ALVES DURANS

2025-12-12 16:44:49.124

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CLAUDIMAR ALVES DURANS
DATA: 18/12/2025
HORA: 09:00
TÍTULO: HIP-HOP E DIÁSPORA AFRICANA: história e identidades juvenis diaspóricas nas cidades de São Luís (Brasil) e Praia (Cabo-Verde)
PALAVRAS-CHAVES: Hip-hop; História; Identidade étnico-racial; Juventude; Atlântico Negro.
PÁGINAS: 241
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: No contexto da globalização neoliberal, entre o final do século XX e o início do XXI, as questões de raça, identidade e racismo assumiram centralidade nas disputas políticas e culturais em diversas partes do mundo. No Brasil e em Cabo Verde, sociedades profundamente marcadas por longos processos de escravização e colonização, tais dinâmicas se manifestam de forma particular, pois raça e racismo estruturaram as hierarquias sociais e econômicas, além de consolidarem uma mentalidade eurocêntrica e excludente. Esta tese insere-se no campo dos estudos sobre história, juventude, cultura, identidade e hip-hop, tendo como espaços de análise as cidades de São Luís do Maranhão (Brasil) e Praia (Cabo Verde). O objetivo é compreender como o movimento hip-hop, em suas dimensões estética, política e social, tem contribuído para a construção de identidades negras juvenis, para a denúncia das desigualdades sociorraciais e para a formulação de novas narrativas históricas sobre a diáspora africana no Atlântico Negro. A pesquisa aborda o desenvolvimento histórico e cultural do hip-hop e de seus elementos constitutivos :rap, break e grafite, analisando suas expressões e transformações nos contextos brasileiro e cabo-verdiano. Em São Luís, o estudo abrange desde as primeiras manifestações nos anos 1980 até os rappers da nova geração, que transformam praças e periferias em espaços de resistência e criação. A análise compara formas de organização, discursos e práticas das diferentes gerações do hip-hop, discutindo ainda questões de gênero, pertencimento e transformação social que permeiam o movimento. Nessa perspectiva, o hip-hop é compreendido como um movimento cultural e político que ressignifica identidades étnico- raciais e desafia narrativas eurocêntricas, configurando-se como prática contra hegemônica e instrumento de emancipação da juventude negra na diáspora.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1740711 - ALEXANDRE GUIDA NAVARRO
Externo à Instituição - CARLOS BENEDITO RODRIGUES DA SILVA - UFMA
Interno - 1178205 - ISABEL IBARRA CABRERA
Externo à Instituição - MÁRCIO COUTO HENRIQUE - UFPA
Externo à Instituição - TATIANA RAQUEL REIS SILVA - UEMA

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