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Banca de QUALIFICAÇÃO: GUILHERME AGUIAR GOMES

2026-01-06 17:40:34.984

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GUILHERME AGUIAR GOMES
DATA: 23/01/2026
HORA: 14:00
TÍTULO: Do saber ao fazer e decorar: um estudo acerca da arte de trançar nas estearias maranhenses
PALAVRAS-CHAVES: Trançado; Cestaria; Estearias; Baixada Maranhense;
PÁGINAS: 110
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: A presente dissertação, intitulada: “Do saber ao fazer e decorar: um estudo acerca da arte de trançar nas estearias maranhenses”, visa apresentar um vasto conjunto artefatual de cerâmicas com negativo de cestaria/trançados e cordoarias. O referido material pertence aos povos das estearias, nome referente a uma civilização que viveu na região da Baixada Maranhense no início da era cristã até o ano de 1.200 d.C. As estearias foram moradias construídas sobre palafitas pré-coloniais localizadas em lagos e rios cujas principais evidências arqueológicas desses assentamentos são os esteios de madeira que serviram de sustentação das aldeias com o objetivo de se evitar o contato das casas com a água. O recorte da pesquisa está voltado para o acervo e coleção das estearias depositada no Laboratório de Arqueologia da Universidade Federal do Maranhão (LARQ/UFMA), laboratório que exerce um papel fundamental na transdisciplinaridade entre História, Arqueologia e a Museologia, articulando a produção de conhecimento científico entre a universidade e a sociedade. Por se tratar de um trabalho interdisciplinar, as metodologias aplicadas partem de trabalhos de campo na região da Baixada Maranhense, análise e coleta de materiais arqueológicos das estearias por meio do trabalho técnico-laboratorial e, também, de estudos qualitativos de cunho bibliográfico, estruturado em duas frentes complementares: Análise de referenciais teóricos sobre cestaria e trançados e a análise documental de fontes históricas escritas. Esta última objetivando identificar e apontar fenômenos e/ou símbolos que indiquem a presença e descrição de objetos trançados/cestaria nos relatos e crônicas coloniais. Desse modo, tem-se como suporte às pesquisas empreendidas por: James Adovassio (1977); Berta Ribeiro (1985); Navarro (2013) e Costa (2016). Portanto, este trabalho visa expandir os conhecimentos sobre as técnicas de confecção de artefatos de fibras vegetais trançadas recuperados em 6 dos 18 sítios arqueológicos das estearias, em especial aos trançados em negativos, os quais podem compensar a ausência de vestígios concretos tornando possível a identificação de elementos importantes que permitam assimilar a tecnologia de trançar, enquanto conhecimento ancestral, vivo e dinâmico, além da compreensão de outros costumes, tradições, e características que traduzem os povos das estearias.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1740711 - ALEXANDRE GUIDA NAVARRO
Interno - 1434296 - ALIRIO CARVALHO CARDOSO

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