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Banca de DEFESA: TICYANA SILVA FRANCO

2026-02-03 18:23:33.07

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: TICYANA SILVA FRANCO
DATA: 04/03/2026
HORA: 10:00
TÍTULO: A GRIPE ESPANHOLA NO LITORAL MARANHENSE ATRAVÉS DOS JORNAIS DO ESTADO (1918-1919)
PALAVRAS-CHAVES: Gripe espanhola. Jornais. Litoral maranhense. História serial. Pajelança.
PÁGINAS: 194
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: A gripe espanhola, que assolou o planeta entre 1918 e 1920, por um longo período ficou conhecida como a Pandemia Esquecida. A moléstia dos fronts teve sua gênese nos Estados Unidos e, devido à I Guerra Mundial, espalhou-se em grande velocidade. Esses ecos puderam ser relembrados recentemente com a crise sanitária global causada pela Covid-19, que isolou e, ao mesmo tempo, reconectou a sociedade com um passado que parecia distante. Nesse sentido, esta pesquisa tem como objetivo analisar o cenário da gripe espanhola no litoral maranhense, com foco em São Luís e na então vila de Cururupu, no período de 1918–1919, por meio das narrativas sobre a doença extraídas dos jornais maranhenses Pacotilha, O Jornal, Diário Official do Estado do Maranhão e O Littoral. Busca-se, assim, compreender as relações sociais e de poder no quadro pandêmico e as formas pelas quais governo, médicos, sanitaristas e sociedade atuaram diante de uma nova doença. A metodologia adotada baseia-se em uma abordagem qualitativa, considerando a subjetividade como elemento fundamental no processo de construção do conhecimento histórico. Utiliza-se, ainda, o recorte serial, relacionado à História Serial, a fim de observar o fenômeno em sua recorrência, valendo-se da comparação para investigar as ocorrências e explicá-las a partir de suas semelhanças e diferenças. Por fim, os impressos analisados revelam, em seus discursos e entrelinhas, duas cidades com comportamentos distintos diante da crise sanitária. Em São Luís, evidenciam-se problemas de infraestrutura, a precariedade dos hospitais e as profundas distinções entre as classes sociais, nas quais a população mais pobre se viu adoentada e envolta em dificuldades potencializadas por uma crise sem precedentes. Em Cururupu, destacou-se a adesão de quase todas as camadas sociais aos métodos terapêuticos da pajelança, em um contexto marcado pelo abandono governamental e pela fragilidade das estruturas sanitárias.
MEMBROS DA BANCA:
Co-orientador externo à instituição - AVOHANNE ISABELLE COSTA DE ARAUJO - UFCG
Externo à Instituição - DENIS GUEDES JOGAS JUNIOR - UFMA
Externo à Instituição - FRANCIANE GAMA LACERDA - UFPA
Presidente - 000.000.000-00 - JOSÉ LUIS RUIZ-PEINADO ALONSO

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