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Banca de DEFESA: ANTÔNIO CARLOS ARAÚJO RIBEIRO JÚNIOR

2026-06-02 16:50:05.981

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANTÔNIO CARLOS ARAÚJO RIBEIRO JÚNIOR
DATA: 16/06/2026
HORA: 14:00
TÍTULO: Encruzilhadas do jazz diaspórico no Atlântico Equatorial: conexões atlânticas, agenciamentos negros e dissonâncias racializadas no Maranhão (1920-1950)
PALAVRAS-CHAVES: Jazz no Maranhão, Histórias Conectadas, Modernidade Afroatlântica, Agenciamentos Negros, Pós-abolição
PÁGINAS: 678
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: Nesta tese, investigo os modos pelos quais ocorreu o processo de experienciação do jazz diaspórico no Maranhão, com foco nas possíveis implicações desse fenômeno sobre as existências de seus principais praticantes racializados. O ponto de partida é a cidade de São Luís, capital do estado, a partir da década 1920, contexto de disseminação global do jazz. A análise possui duas dimensões complementares: oferece aportes gerais acerca dos primórdios do jazz no Maranhão, bem como subsídios para compreensão das existências e lutas dos principais jazzbandistas negros atuantes entre 1920 e 1950. Metodologicamente, utilizo recursos do Paradigma Indiciário para mobilizar fontes diversas – periódicos, inventários, fotografias, biografias, relatos orais e escritos –, explorando ferramentas da microhistória. Assim, busquei minúcias indicativas do cotidiano musical e da dimensão cultural do período. Ainda, procurei contribuir com os Novos Estudos do Jazz, ao articular procedimentos das Histórias Conectadas e aportes da sociologia histórica e da história social da cultura. Isto permitiu examinar as fontes em diferentes escalas, para compreender os processos de difusão, apropriação e recodificação do jazz em São Luís. Com isso, logrei destacar como as dinâmicas dos envolvidos com o jazz se emaranharam. Elas produziram caminhos e fluxos em situações claras de racialização, distinção, regionalização e outras dissonâncias. Dessarte, pude ilustrar São Luís como espaço privilegiado de interfaces entre personagens cotejados nos arquivos, a fim de analisá-los nos seus caminhos de circulação atlântica. Elaboro, assim, mapas de estratégias desses sujeitos na conformação de seus circuitos musicais, regados pela produção de hierarquias racializadas. Nessa direção, deparei-me com atores sociais esquecidos pela historiografia e pela memória, compreendendo suas vidas por meio de fenômenos globais e tramas interconectadas. As discussões acabam contribuindo também com elaborações sobre modos de existir no pós-abolição, no Maranhão e além. Procuro demonstrar em que termos o jazz maranhense pertenceu a circuitos afrodiaspóricos de diversas envergaduras. Também enveredei para a observação dos modos pelos quais esses músicos ajudaram a configurar situações e espaços de agenciamentos negros. Tomados como trabalhadores, constatei os sentidos por eles conferidos às negociações para a produção de zonas de pertencimento social, em quais termos disputaram reconhecimento e elaboraram formas de inserção na chamada modernidade, em cenários violentos, de exclusão e desigualdade. Argumento que, mais do que mera expressão de modos de ser e agir “importados”, o jazz foi orquestrado por essas pessoas, constituindo um campo de disputas político. Como sujeitos negros, se apropriaram da modernidade, buscando reconhecimento e dignidade, sendo inseridos, tensionados e marginalizados.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ERIC BRASIL NEPOMUCENO - UNILAB
Externo à Instituição - FLÁVIO DOS SANTOS GOMES - UFRJ
Presidente - 079.986.057-31 - LUIZ ALBERTO ALVES COUCEIRO
Interno - 1579924 - LUIZ EDUARDO SIMOES DE SOUZA
Externo à Instituição - PETRÔNIO JOSE DOMINGUES - UFS

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