Banca de DEFESA: RAYANA CRISTINA ARAUJO CAMPOS DINIZ
2026-07-23 12:34:00.752
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RAYANA CRISTINA ARAUJO CAMPOS DINIZ
DATA: 30/07/2026
HORA: 09:00
TÍTULO: CORPOS DE BARRO: ANÁLISE DAS ESTATUETAS ANTROPOMORFAS E ANTROPOZOOMORFAS DAS ESTEARIAS SOB A ÓTICA DA FABRICAÇÃO DO CORPO
PALAVRAS-CHAVES: Maranhão; Cerâmica; Estearias; Estatuetas; Fabricação do Corpo.
PÁGINAS: 196
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: As estatuetas das estearias maranhenses são artefatos cerâmicos provenientes dos sítios
arqueológicos de palafitas pré-coloniais localizados na região da Baixada Maranhense, que se
configuram como ocupações lacustres construídas sobre esteios de madeira origem de seu
nome , datadas do início da era cristã até aproximadamente 1200 d.C., As estatuetas
analisadas são confecções em tamanho diminuto, apresentando características análogas aos
elementos corporais dos seres humanos (antropomorfos) e de seres híbridos
(antropozoomorfos), mesclando elementos humanos e animais, ou de outros seres místicos,
sobrenaturais ou fantasiosos. A pesquisa buscou estudar esses artefatos como dotados de
agência, de autonomia da sua base material, pensados, fabricados, adornados e concebidos
como corpos. Dessa forma, partiu-se do entendimento que a cerâmica seria o meio de
expressão visual e corporal dos povos das estearias e de que, assim como os seres humanos
fabricam seus corpos cotidianamente, de forma isolada ou em coletividade, através de
processos psicológicos, culturais, sociais e estéticos, imprimindo neles as marcas indeléveis
dessas experiências, as estatuetas teriam sido produzidas com o intuito de refletir essa mesma
lógica de fabricação, daí a necessidade de estudá-las a partir da categoria de Fabricação do
corpo. Além disso, compreende-se que esses artefatos estão inseridos no universo cultural e
simbólico das concepções amazônicas de corpo, possibilitando reflexões sobre as dinâmicas
sociais, bem como sobre gênero entre essas sociedades. A metodologia foi quantitativa e
qualitativa, utilizando-se da análise de material cerâmico por meio de fichas catalográficas
digitais específicas para esse tipo de artefato, visando à identificação de elementos
morfológicos, estilísticos e tecnológicos. Além disso, utilizou-se a revisão bibliográfica da
rica literatura especializada sobre as estatuetas amazônicas, como as dos complexos
arqueológicos de Santarém e da sociedade Marajoara, buscando identificar as semelhanças e
diferenças nos modos de produção cerâmica e as possíveis dinâmicas de trocas culturais com
os povos das estearias. A pesquisa insere-se em uma linha transdisciplinar entre a
Arqueologia e a História, defendendo a premissa de que tudo que o ser humano produz, seja
um texto ou o ato de modelar o barro, é uma fonte histórica legítima para a compreensão das
sociedades.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1740711 - ALEXANDRE GUIDA NAVARRO
Externo à Instituição - Mariana Zanchetta Otaviano - IPHAN
Interno - 3302016 - PATRICIA CARLA DE MELO MARTINS