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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA LENICE DE BARROS LIMA ARAUJO

2026-08-11 08:39:35.094

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA LENICE DE BARROS LIMA ARAUJO
DATA: 26/08/2026
HORA: 14:30
TÍTULO: IGREJA NA POLÍTICA: Reflexos das ações sociais da Igreja Católica na política timonense entre as décadas de 1940 e 1950
PALAVRAS-CHAVES: Igreja Católica; Política; Timon; Caixa do Pobre.
PÁGINAS: 87
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: vEsta tese tem como objetivo investigar a “Caixa do Pobre”, uma mutuária fundada em 19 de março de 1946 por padre Delfino da Silva Júnior (1910-1982), na cidade de Timon- MA. A entidade prestava serviços na área da saúde, educação e lazer. Na saúde, favorecia a realização de consultas médicas, dentárias e entrega de medicamentos; na educação mantinha escolas primárias nas zonas urbana e rural; no lazer mantinha atividades esportivas e culturais. Além dessas ações contava com auxílio funerário. Por sua relevância na cidade foi reconhecida como Utilidade Pública pelo Estado do Maranhão, em 1951, e passou a receber auxílio governamental. No governo Vargas foi criada a “Caixa de Subvenção”, em 1931, que transferia recursos para entidades filantrópicas, uma forma de conseguir apoio para seu governo, numa seara de atuação em que a Igreja Católica tinha larga experiência e foi por meio da caridade que ela se inseriu nas esferas de poder. Nesse contexto de estado laico, a Igreja Católica prestava serviços essenciais à população e para consolidar seu lugar de poder deu início a “Ação Católica” que orientava os fiéis por meio da “boa imprensa” no combate àquilo que designaram de “inimigo” da fé: o comunismo e o protestantismo. A doutrinação era feita nos grupos de jovens, senhoras e operários que seguiam as diretrizes da Doutrina Social da Igreja Católica. No Maranhão, o cenário político era dominado por Vitorino de Brito Freire que se manteve no poder por duas décadas (1945-1965), período que ficou conhecido como “vitorinismo”, por suas práticas de apadrinhamento, clientelismo e coerção. Na cidade de Timon, foi seu representante padre Delfino, ligado à Vitorino por conexões familiares em Caxias-MA, a família “Silva” era parte da elite local, Delfino Júnior que chegou em Timon no ano de 1938 e permaneceu por mais de 40 anos na paróquia de São José. A abordagem do uso político que padre Delfino fez da “Caixa do Pobre” encontra suporte teórico nos conceitos de “política” de René Remond (2013) e Aline Coutrot (2013) que encontram as análises sobre as relações de poder local e Bourdieu para pensarmos o catolicismo como estrutura estruturante das relações de poder no Brasil (2005). As fontes que subsidiaram a pesquisa foram os jornais maranhenses encontrados de forma física e digital na Biblioteca Benedito Leite, em São Luís: o “Correio de Timon” (1956-1959) de publicação mensal traz o boletim dos atendimentos da “Caixa do Pobre”, parte de seu estatuto, corpo administrativo e atividades recreativas; “O Combate”(1949-1956), “O Imparcial”(1962) e “(Correspondente -1935/38) Maranhão” (1940-1958) de São Luís, que abordavam as questões políticas maranhense e timonense; o “Cruzeiro” (1950-1959) e o “Pioneiro” (1983), de Caxias, foram importantes na construção do panorama familiar e político de padre Delfino, e o jornal “O Piauí”, de Teresina, cidade vizinha, que noticiava acontecimentos da cidade de Timon e a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros de 1959 que trouxe dados estatísticos da população de Timon e ações que remetem ao fundo popularmente conhecido como “Caixa do Pobre” como atendimentos médicos e prestação de serviços.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALCEBÍADES COSTA FILHO - UESPI
Externo à Instituição - IRINÉIA MARIA FRANCO DOS SANTOS - UFAL
Interno - 1841373 - ITALO DOMINGOS SANTIROCCHI
Presidente - 3302016 - PATRICIA CARLA DE MELO MARTINS

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