Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA ROSALINA BULCAO LOUREIRO
2026-08-25 12:42:10.58
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA ROSALINA BULCAO LOUREIRO
DATA: 30/09/2026
HORA: 10:00
TÍTULO: ENTRE A CRUZ E A COROA: OS INDÍGENAS DO MARANHÃO COLONIAL SOB A JURIDIÇÃO EPISCOPAL E AS POLÍTICAS INDIGENISTAS (1720-1799).
PALAVRAS-CHAVES: Agência Indígena, Mulheres Indígenas e Mestiças, Estratégias e negociações, Diocese do Maranhão; Disciplinamento Social; Justiça Eclesiástica Diocesana.
PÁGINAS: 109
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: A presente tese analisa o protagonismo indígena na Capitania do
Maranhão, em especial o das nativas e mestiças, no recorte temporal de
1720 a 1799, a partir da atuação do Tribunal Episcopal, da Câmara
Eclesiástica e das políticas indigenistas formuladas pela Coroa. O
disciplinamento social e a reforma dos costumes intensificaram-se com a
criação do bispado do Maranhão em 1677. Utilizando-se principalmente a
documentação do Auditório Eclesiástico e legislação indigenista do século
XVIII, busca-se conectar, de forma pioneira e praticamente inédita, a
história indígena e a história da Igreja no Maranhão, não mais sob a ótica
do colonizador, mas sob a perspectiva dos indígenas, em especial das
nativas e mestiças invisibilizadas na narrativa sobre o Maranhão Colonial.
Partindo-se das questões centrais relativas à exploração da força de
trabalho e à repressão e vigilância dos comportamentos considerados
desviantes praticados pelos indígenas, segundo a concepção do catolicismo
europeu imposto na colônia, ambos necessários para a viabilização do
projeto colonial, a pesquisa vale-se da potencialidade das fontes, pouco
utilizadas no estudo dos indígenas da região, que abre a possibilidade da
construção de uma narrativa voltada aos sentidos e trajetórias dos indígenas
que foram alvos da justiça eclesiástica diocesana, contribuindo para o
avanço dos estudos da Amazônia colonial. A partir da análise de cinquenta
e quatro (54) processos produzidos pelo Auditório Eclesiástico do
Maranhão envolvendo sujeitos indígenas e mestiços, tanto na posição de
denunciados quanto de testemunhas, durante todo o século XVIII, busca-se
a interação entre o método quantitativo e qualitativo com a finalidade de
identificar as singularidades, regularidades, variações, repetições, padrões
recorrentes, mudanças e discrepâncias reveladoras sem abrir mão da
percepção sobre o qualitativo. Assim, busca-se refinar os dados coletados
com os indicadores que não estão de forma explícita nas fontes analisadas,
mas são igualmente relevantes para conjecturar como os indígenas,
especialmente as nativas, lidavam com a ordem colonial, o catolicismo e
podiam escolher, dentro das possibilidades, seu próprio grau de inserção na
sociedade da Amazônia colonial. Além destes objetivos, busca-se também
compreender a trajetória dos indígenas no cotidiano colonial a partir de
suas experiências, discursos e lugares em um papel ainda pouco conhecido:
a inserção e influência no mundo do trabalho colonial.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1434296 - ALIRIO CARVALHO CARDOSO
Externo à Instituição - CHARLOTTE DE CASTELNAU-LESTOILE - SORBONNE
Externo à Instituição - JAIME RICARDO TEIXEIRA GOUVEIA - UC
Co-orientador - 1818212 - POLLYANNA GOUVEIA MENDONCA MUNIZ
Presidente - 2365309 - SORAIA SALES DORNELLES
Externo à Instituição - VANIA MARIA LOSADA MOREIRA - UFRRJ