Banca de QUALIFICAÇÃO: ANTONIO AILTON PENHA RIBEIRO
2026-09-09 09:37:59.722
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANTONIO AILTON PENHA RIBEIRO
DATA: 17/09/2026
HORA: 14:00
TÍTULO: ENTRE O BUMBO E CAIXA: ideias políticas no Rap de São Luís do Maranhão
PALAVRAS-CHAVES: Hip hop; Rap; Ideias políticas; São Luís do Maranhão; Oralidade.
PÁGINAS: 79
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
RESUMO: O texto de qualificação apresentado explora o Rap da capital maranhense como expressões culturais e políticas do Hip Hop, destacando-se como veículos de divulgação e defesa de ideias políticas contestatórias do status quo vigente e expressão das juventudes negras e periféricas. Com foco na fundamentação teórico-metodológica e nas conexões afrodiaspóricas que contribuíram para que o Rap da capital maranhense se apresentasse não como mera cópia do Rap produzido nos Estados Unidos da América, mas como uma expressão única da Cultura Hip Hop que se forjou por meio de processos de longa duração que conectam África, Caribe, principalmente, à Jamaica, São Paulo, Fortaleza e São Luís do Maranhão. Compreendemos o Rap como expressão da diáspora africana, influenciado e conectado por tradições afro-americanas e caribenhas, situando-o como uma forma de intelectualidade subalterna, em que essas ideias políticas se mostram alinhadas a Edward Thompson (1981) e sua concepção de "experiência". O texto também está embasado em Reinhart Koselleck (2006) e sua teoria dos "espaços de experiência" e "horizontes de expectativa", além da dialética histórica de Karel Kosik (1995), do contextualismo linguístico de Quentin Skinner (2000, 2006) orientando a análise dos enunciados dos MCs como ações políticas realizadas pela linguagem em contextos específicos, o pensamento de Mikhail Bakhtin (1982, 2019) contribui para uma interpretação do Rap a partir do dialogismo, da polifonia e dos embates verbais onde diferentes vozes sociais se confrontam e se reconfiguram e Evaristo (2020) em que a escrevivência se manifesta nas letras dos Mcs da capital maranhense. Na nossa prática historiográfica, a mescla etnografia, análise discursiva e história conectada visa demonstrar que o Rap produzido na capital maranhese se constitui como espaço de produção e divulgação de ideias políticas, elaboram sobre o futuro e tensionam relações de poder por meio de suas rimas, em que articulam crítica social, experiência subalterna e processos globais, nacionais e locais do Hip Hop, fazendo desse gênero musical como um meio onde se produz um pensamento político negro contemporâneo.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - FÁBIO ANDRÉ HAHN - UNIOESTE
Externo à Instituição - JAQUELINE LIMA SANTOS - UNICAMP
Presidente - 1753658 - MARIA IZABEL BARBOZA DE MORAIS OLIVEIRA
Externo ao Programa - 2413345 - ROSENVERCK ESTRELA SANTOS
Interno - 2074262 - VICTOR DE OLIVEIRA PINTO COELHO