Banca de DEFESA: DANILO GUALBERTO ZAVARIZE
2025-06-25 10:59:17.83
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DANILO GUALBERTO ZAVARIZE
DATA: 14/07/2025
HORA: 09:00
LOCAL: https://meet.google.com/eyn-kmhc-kcd
TÍTULO: : SÍNTESE, CARACTERIZAÇÃO E ESTUDOS TEÓRICOS DOS COMPLEXOS DE COORDENAÇÃO [(Fen)4Fe2(Succinato)2(μ-O)](H2O)9 E [(Fen)4Fe2(Cl)2(μ-O)](H2O)4"
PALAVRAS-CHAVES: Complexos dinucleares; Fe(II)/Fe(III); rotas de síntese; evaporação lenta do solvente; estudos teórico e experimentais.
PÁGINAS: 159
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Materiais
RESUMO: Esta tese reporta a síntese e caracterização dos complexos [(Fen)4Fe2(Succinato)2(μ-O)](H2O)9 - SUCFENFe e [(Fen)4Fe2(Cl)2(μ-O)](H2O)4 CLOFENFe, obtidos por meio do método da evaporação lenta do solvente. Adotou-se os percursores 1,10-fenantrolina (FEN), ácido succínico (SUC), cloreto de ferro(II), óxido(II,III) de ferro, e água e metanol como os solventes. Propriedades estruturais, espectroscópicas, eletrônicas, e térmicas foram investigadas por meio das técnicas DRX, DRXP, FT-IR, Raman, UV-Vis e TG-DTA. O tratamento teórico decorreu de análises de superfícies Hirshfeld no software Crystal Explorer 21 e cálculos computacionais por meio da Teoria do Funcional da Densidade DFT com auxílio do pacote Gaussian 16 versão Rev. C.01, funcional PBE1PBE, conjuntos de funções de base da família Ahlrichs def2-SVP para átomos leves e def2-TZVP para os íons Fe, conduzidos no vácuo e sob solvatação. A estrutura SUCFENFe é inédita, patenteada e depositada no Banco de Dados Estruturais de Cambridge (CSD) sob o número 2300427. Se cristalizou em uma simetria monoclínica e grupo espacial C2/c (Z = 4), com empacotamento cristalino governado por ligações C H O, C O H, C H π e ππ. O ambiente de coordenação é baseado na associação heteroléptica de ligantes de campo forte (FEN) e fraco (SUC e O2-). Os espectros IR e Raman experimentais apresentaram boa concordância, com modos vibracionais característicos dos ligantes FEN e SUC, e dos centros metálicos na região usual de 1000 900 cm-1. Se inferiu um estado de spin baixo para os íons Fe(III) no complexo, a partir do cálculo da energia de estabilização do campo cristalino obtido pelo espectro UV-Vis experimental, de aproximadamente -4,73 eV. Transições eletrônicas são de natureza direta permitida (γ = 2) com um band gap óptico máximo de 2,66 eV. Na análise térmica, observou-se três estágios de decomposição principais, havendo apenas desidratação do complexo entre 80 °C e 136 °C, o que sugeriu estabilidade para aplicações dependentes de temperatura. O complexo CLOFENFe, sintetizado inicialmente por Saha et al. (2003), foi obtido com sucesso por uma rota alternativa à originalmente proposta pelos autores, como evidenciado pelo refinamento do padrão DRX por intermédio do método de Rietveld (Rwp = 11,39%, Rp = 8,59% e S = 1,80%). Possui uma simetria monoclínica e grupo espacial C/2c (Z = 4). O empacotamento cristalino se dá por empilhamentos C H O, C O H, C H π, H Cl, e π π. O ambiente de coordenação também combina ligantes de campo forte e fraco que conferem aos núcleos Fe(II) um estado de spin baixo, como reportado por Saha et al. (2003) em análises de Mössbauer para momento magnético, ainda verificado por meio de cálculos DFT. Os espectros IR e Raman preditos para CLOFENFe estiveram de acordo com os espectros obtidos experimentalmente. Notou-se forte e significativa correlação de Pearson (r > 0.94, p < 0.05) entre os comprimentos e os ângulos de ligação experimentais e teóricos. Também apresenta transições eletrônicas de natureza direta permitida (γ = 2), com um bandgap óptico máximo de 3,10 eV. Na análise térmica, apresentou quatro estágios principais de decomposição e apenas desidratação até 138 °C, sugerindo estabilidade para aplicações dependentes de temperatura. Os descritores globais de reatividade química calculados para CLOFENFe no vácuo e sob solvatação, o potencial eletrostático, o momento dipolo, e os band gaps ópticos máximos obtidos indicaram forte influência do meio de solução na estabilidade e reatividade para o complexo. Mediante as características de ambos os complexos, observa-se potencial de aplicabilidade em processos de interação molecular que envolvam transferência de elétrons, como catálise, fotocatálise e adsorção, bem como em processos optoeletrônicos.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1655367 - ADENILSON OLIVEIRA DOS SANTOS
Externo à Instituição - ALEXANDRE URBANO - UEL
Externo à Instituição - JOSE GADELHA DA SILVA FILHO - UECE
Interno - 2326984 - MATEUS RIBEIRO LAGE
Interno - 1580665 - PEDRO DE FREITAS FACANHA FILHO