Banca de QUALIFICAÇÃO: KEILIANNE MEDEIROS FALCÃO RACHID
2025-08-18 12:01:41.423
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KEILIANNE MEDEIROS FALCÃO RACHID
DATA: 11/09/2025
HORA: 14:30
TÍTULO: MÃOS QUE FALAM, BONECOS QUE SENTEM: A EXPRESSIVIDADE DO TEATRO DE ANIMAÇÃO COMO PONTE COM O ESTUDANTE COM O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)
PALAVRAS-CHAVES: teatro de animação; Transtorno do Espectro Autista; expressividade; educação inclusiva; bonecos de luva.
PÁGINAS: 84
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Artes
RESUMO: O uso do boneco de luva como recurso pedagógico na promoção da educação
inclusiva ainda constitui um campo emergente de investigação, especialmente
quando se trata de sua aplicação junto a estudantes com Transtorno do Espectro
Autista (TEA). Por se tratar de uma linguagem artística que alia expressividade
corporal, visual e simbólica, o teatro de formas animadas oferece possibilidades
significativas de mediação no processo de ensino-aprendizagem, sobretudo em
contextos que demandam abordagens sensíveis e adaptadas às especificidades dos
educandos. No entanto, a escassez de estudos acadêmicos sobre o tema evidencia
a necessidade de ampliar as perguntas e aprofundar as análises sobre suas
potencialidades pedagógicas. Um estudo realizado pela Universidade de Yale, em
2021, apontou que crianças com TEA demonstram maior engajamento e
responsividade diante de propostas baseadas em teatro de animação, sugerindo
que a mediação simbólica, aliada à ludicidade, pode favorecer o desenvolvimento
socioemocional e a comunicação não verbal. Em vista disso, a presente dissertação,
intitulada Mãos que falam, bonecos que sentem: a expressividade do teatro de
animação como ponte com o estudante com o Transtorno do Espectro Autista (TEA),
investiga o potencial expressivo e comunicativo do teatro de formas animadas,
especialmente por meio do uso de bonecos de luva, como ferramenta pedagógica
mediadora nas interações com estudantes com TEA. A pesquisa adota uma
abordagem qualitativa, utilizando como principal instrumento metodológico
entrevistas semiestruturadas com professores que trabalham com alunos com TEA,
bem como com pais e responsáveis por estas crianças. Fundamentada em autores
como Aranha (2017), Amaral (1991), Barbosa e Haddad (2020), Brito (2019),
Machado (2017), Telles e Florentino (2009) e outros, a análise destaca a relevância
da expressividade cênica como via de acesso às subjetividades desses estudantes,
favorecendo a construção de vínculos afetivos, o desenvolvimento da comunicação
e o fortalecimento da autonomia. Os resultados indicaram que o teatro de animação,
ao incorporar elementos do sensível e do simbólico, constitui-se como um
importante dispositivo de inclusão, capaz de ampliar as possibilidades de expressão
e participação dos estudantes com TEA no ambiente escolar.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1357745 - ANA SOCORRO RAMOS BRAGA
Externo à Instituição - PAULA GOTELIP DE SOUZA CORRÊA - UDESC
Interno - 2310856 - TACITO FREIRE BORRALHO