Banca de DEFESA: KEILIANNE MEDEIROS FALCÃO RACHID
2026-01-28 13:47:46.24
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: KEILIANNE MEDEIROS FALCÃO RACHID
DATA: 29/01/2026
HORA: 14:30
TÍTULO: MÃOS QUE FALAM, BONECOS QUE SENTEM: A EXPRESSIVIDADE DO TEATRO DE ANIMAÇÃO COMO PONTE COM O ESTUDANTE COM O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)
PALAVRAS-CHAVES: teatro de animação; bonecos de luva; transtorno do espectro autista (TEA); educação inclusiva; desenvolvimento socioemocional
PÁGINAS: 121
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Artes
RESUMO: O presente estudo investiga o boneco de luva como linguagem pedagógica mediadora
do desenvolvimento socioemocional dos estudantes com Transtorno do Espectro
Autista (TEA) no contexto da escola pública, considerando os desafios enfrentados
pelas instituições de ensino na efetivação de práticas inclusivas sensíveis às
singularidades desses estudantes. O objetivo da pesquisa consiste em compreender
de que maneira as experiências estéticas com bonecos de luva podem favorecer
processos de comunicação, expressão emocional, interação social e construção de
vínculos afetivos no contexto escolar. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa,
fundamentada em estudo bibliográfico e estudo de caso de natureza interventiva,
desenvolvido na Escola Municipal Lilásia Lobão Marques, localizada no município de
União, estado do Piauí, tendo como participantes dois estudantes do Ensino
Fundamental I. O procedimento metodológico central consistiu na realização de oito
oficinas, estruturadas a partir de atividades de sensibilização, criação, manipulação
de bonecos, improvisações e elaboração de narrativas, articuladas às práticas do
ensino de Arte em perspectiva inclusiva. A produção de dados ocorreu por meio de
observação participante, diário de bordo da pesquisadora, registros fotográficos,
fichas de acompanhamento pedagógico e entrevistas semiestruturadas realizadas
com professores e familiares dos estudantes participantes. Os resultados
evidenciaram avanços significativos nos processos de comunicação verbal e não
verbal, ampliação das interações sociais, maior engajamento nas atividades
pedagógicas, fortalecimento da escuta e da atenção compartilhada, além do
desenvolvimento da autorregulação emocional. Conclui-se que o teatro de animação,
compreendido como linguagem artística no campo da Arte, configura-se como objeto
de conhecimento que articula conteúdo e metodologias pedagógicas voltadas ao
desenvolvimento socioemocional de estudantes com TEA, contribuindo para a
construção de práticas inclusivas e para o fortalecimento dos processos de
comunicação, expressão, interação e humanização das relações educativas no
contexto da escola pública.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1357745 - ANA SOCORRO RAMOS BRAGA
Externo à Instituição - PAULA GOTELIP DE SOUZA CORRÊA - UDESC
Interno - 2310856 - TACITO FREIRE BORRALHO