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Banca de Qualificação: HELLEN CRISTINA DOS SANTOS CARNEIRO

2026-08-06 20:59:12.262

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HELLEN CRISTINA DOS SANTOS CARNEIRO
DATA: 07/08/2026
HORA: 14:30
TÍTULO: A vergonha tem que mudar de lado: assédios e outras violências de gênero na formação docente em matemática
PALAVRAS-CHAVES: Violência de gênero, Formação docente, Licenciatura em Matemática, Ensino Superior, Mulheres
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Ensino
RESUMO: A violência de gênero no ambiente acadêmico constitui uma realidade estrutural e historicamente silenciada, que afeta de maneira significativa a trajetória formativa e profissional de mulheres, especialmente em campos historicamente masculinizados, como a Matemática. Esta dissertação tem como objetivo geral, compreender, a partir das narrativas de egressas de Licenciatura em Matemática, de duas instituições de Ensino Superior situadas em regiões brasileiras distintas — IES-MG (Sudeste) e IES-MA (Nordeste), os processos de percepção, nomeação e ressignificação das violências de gênero sofridas durante a graduação, bem como as dinâmicas institucionais e subjetivas que atravessam essa tomada de consciência, em cada um desses contextos acadêmicos. Para alcançar esses objetivos, realizamos entrevistas não estruturadas, com egressas período de 2014 a 2024, na IES-MG e na IES-MA. A opção por essas IES justifica-se pela formação da pesquisadora na IES-MG, pela localização do programa de pós-graduação no Maranhão e pela carência de pesquisas sobre o tema nessas duas regiões. Os dados produzidos estão sendo analisados à luz Análise Textual Discursiva (ATD), conforme proposto por Moraes Galiazzi (2016). O processo da ATD empreendido até o momento, nos levou a três categorias: i) Nomeando violências e reconhecendo marcas; ii) Estratégias de sobrevivência e resistência; e iii) Cultura institucional e normalização da violência. Os resultados parciais indicam que a violência de gênero é frequentemente naturalizada pela cultura acadêmica, manifestando-se de forma simbólica e sutil, o que dificulta sua identificação imediata pelas vítimas. O ato de nomear a violência e reconhecer suas marcas, representa um processo de reestruturação com o silenciamento imposto pelo patriarcado e uma afirmação do direito de existir dessas mulheres nos espaços de saber.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2146304 - ANDRE FLAVIO GONCALVES SILVA
Externo à Instituição - Milena Fernandes Barroso - UFAM
Interno - 617.016.883-87 - WALERIA DE JESUS BARBOSA SOARES

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