Banca de DEFESA: JUREMA DE AQUINO NUNES
2024-11-25 18:37:59.895
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JUREMA DE AQUINO NUNES
DATA: 19/12/2024
HORA: 14:30
TÍTULO: POR QUE NÃO HISTÓRIA E CULTURA INDÍGENA NO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO INFANTIL? problematizando a formação continuada de professoras/professores e as práticas pedagógicas nas redes municipais de educação - Barão de Grajaú/MA e Floriano/PI
PALAVRAS-CHAVES: Educação Infantil, Formação Docente, Lei 11.645/08, Literatura
Infantil Indígena, Educação Decolonial
PÁGINAS: 176
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO: Esta pesquisa Histórias e Culturas Indígenas na Educação Infantil: Os saberes e
fazeres de professoras nas redes municipais de educação de Barão de Grajaú/MA e
Floriano/PI, é uma pesquisa desenvolvida no âmbito do mestrado profissional
PPGEEB/UFMA, que tem por objetivo compreender como professoras(es) da
Educação Infantil pensam, entendem e desenvolvem o trabalho com a história e a
cultura dos povos indígenas, buscando fazer uma contextualização desta realidade
nos estados do Piauí e Maranhão. Para alcançarmos o que nos propomos, elegemos
a Bricolagem Metodológica (Canavieira, 2019) como metodologia que proporciona
uma análise multireferêncial e multimetodológica sobre a temática que busca fugir ao
enquadramento acadêmico convencional, com o intuito de ampliar o alcance
compreensivo sobre o tema. Para tanto, interagi com as professoras de turmas de
Educação Infantil (pré-I e pré-II) do turno matutino, coordenação pedagógica e gestão
da Escola Municipal Gentil Resende de Barão em Grajaú -MA e da Escola Municipal
Câmara Junior em Floriano -PI, de janeiro e abril/2024; optamos pela produção de
dados a partir: de observações, fotografias e entrevistas (conversas). Para as
entrevistas utilizamos o método de Kaufmann (2018) das Entrevista Compreensiva,
direcionadas a docentes e equipe gestora das instituições. Na fundamentação da
pesquisa, dialoguei com as seguintes referenciais: Krenak (2020, 2018, 2017),
Munduruku (2000, 2019, 2017, 2012 ), Kopenawa (2015), Kambeba (2020, 2023),
Zabala (1998), Tardif (2014), Imbernón (2009, 2011), Candau (2011), Canavieira
(2020, 2019, 2017), Freire (1991, 1996, 1997, 2016), Walsh (2013, 2017), Quijano
(2005, 2014), Barbosa e Gobbato (2022), dentre outras, além de dissertações e teses.
Esta dissertação é composta por seis seções, logo na introdução é apresentado a
descoberta de um sentimento ancestral, em seguida é feito um diálogo a partir das
concepções de criança e infância ao longo da história, desenvolvido na Europa, não
se detendo nos moldes tradicionais, mas defendendo a necessidade da exploração
de outras formas de infância historicamente invisibilizada, a das crianças indígenas.
Além de debater uma proposta de educação de crianças pequenas, a partir da visão
de Futuro Ancestral de Ailton Krenak. Na terceira seção trazemos caminhos para a
descolonização das práticas educativas. Na quarta seção é apresentado a análise da
pesquisa, que chamamos de catando sementes. Logo em seguida é dado a descrição
do produto educacional que é resultado desta pesquisa e as considerações finais que
concluem pela defesa da inserção dos temas e das práticas das culturas indígenas
desde a Educação Infantil, haja vista que a pesquisa aponta a ausência do tema de
forma a considerar a cosmovisão dos povos indígenas brasileiros contemporâneos.
Para finalizar a pesquisa, damos materialidade ao caderno de apoio pedagógico
intitulado Portador de Palavras dadas em Peles de imagens - Sugestões para
aprofundamento docente na temática Indígena - Descolonizando saberes e práticas
educativas, e assim, deixar nossas digitais na história da educação dos municípios
de Barão de Grajaú/MA e Floriano/PI
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2526485 - FABIANA OLIVEIRA CANAVIEIRA
Interno - 271722 - RAIMUNDO NONATO ASSUNCAO VIANA
Externo à Instituição - VANDERLETE PEREIRA DA SILVA - UNAMA