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Banca de DEFESA: SUZANA PINHEIRO NASCIMENTO

2026-04-27 15:47:20.382

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SUZANA PINHEIRO NASCIMENTO
DATA: 28/04/2026
HORA: 08:30
LOCAL: SALA DE DEFESA, BLOCO A, SALA 203, CCSo
TÍTULO: EM DEFESA DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS HUMANIZADORAS EM SALAS MULTISSERIADAS: uma proposta de produção de textos sob a perspectiva dos estudos de Celestin Freinet em Bacabeira-MA
PALAVRAS-CHAVES: Multisseriação. Produção de textos. Alfabetização humanizadora. Celestin Freinet.
PÁGINAS: 152
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO: A pesquisa intitulada Em Defesa de Práticas Pedagógicas Humanizadoras em Salas Multisseriadas: uma proposta de produção de textos sob a perspectiva dos estudos de Celestin Freinet em Bacabeira-MAfoi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Gestão do Ensino da Educação Básica (PPGEEB), Mestrado Profissional da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O estudo teve como objetivo analisar as repercussões do uso do Ateliê de Produção de Texto Livre, proposto por Celestin Freinet, para o ensino e a aprendizagem da produção de textos em salas multisseriadas do município de Bacabeira–MA, com vistas à elaboração de um produto educacional. A pesquisa adotou abordagem qualitativa e foi realizada por meio de observação participante, com registros sistemáticos em diário de bordo, no contexto de turmas multisseriadas dos anos iniciais do Ensino Fundamental. O referencial teórico fundamentou-se na alfabetização humanizadora e na pedagogia freinetiana, ancorando-se, principalmente, nas contribuições de Freinet (1977, 1996), Arena (2020), Arena e Arena (2024), Bortolanza e Corrêa (2023), Jolibert (2006), Smolka (1989), Mortatti (2006, 2008, 2019), Collelo (2021) e Miller (2020), além dos aportes da psicologia histórico-cultural de Vigotski, Luria e Leontiev. Os resultados evidenciaram que as práticas de produção de textos na sala multisseriada observada são marcadas por tensões entre abordagens tradicionais, centradas na cópia e no ditado, e iniciativas que buscam atribuir sentido social à escrita. Verificou-se que a mediação docente, embora cuidadosa e intencional, ainda tende a conduzir excessivamente o processo de escrita das crianças, limitando, em alguns momentos, sua autonomia e autoria. Por outro lado, identificaram-se indícios de práticas alinhadas à pedagogia de Freinet, especialmente na valorização da experiência dos alunos, no uso de temas do cotidiano e na socialização das produções textuais, ainda que de forma pontual e não sistematizada. Como desdobramento da pesquisa, foi elaborado o produto educacional “Caderno de Orientações Pedagógicas – Ateliê de Produção de Texto Livre em Salas Multisseriadas”, com o objetivo de subsidiar a formação e a prática de professores alfabetizadores, oferecendo orientações teórico-metodológicas para o desenvolvimento de propostas de produção textual mais significativas, autorais e humanizadoras. Conclui-se que o Ateliê de Texto Livre constitui uma estratégia pedagógica potente para a reorganização das práticas de escrita em salas multisseriadas, contribuindo para uma alfabetização que reconhece a criança como sujeito de linguagem e autora de seus textos.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1352588 - VANJA MARIA DOMINICES COUTINHO FERNANDES
Interno - 2371800 - HERCILIA MARIA DE MOURA VITURIANO
Externo ao Programa - 1650492 - MONICA DA SILVA CRUZ

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