Ir para acessibilidade
inicio do conteúdo

Banca de DEFESA: ANA CRISTINA DE ASSUNCAO XAVIER FERREIRA

2026-01-14 10:15:31.721

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA CRISTINA DE ASSUNCAO XAVIER FERREIRA
DATA: 21/01/2026
HORA: 15:00
TÍTULO: LETRAMENTO DE SURDOS: DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS INCLUSIVAS À PRÁTICA DOCENTE.
PALAVRAS-CHAVES: Letramento de Surdos, Políticas Públicas Inclusivas, Práticas Docentes.
PÁGINAS: 329
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO: O letramento de alunos Surdos exige que a escola adote práticas de letramentos que vão além do domínio exclusivo da leitura e da escrita, integrando essas competências em uma abordagem baseada em práticas sociais. Para isso, as singularidades dessa minoria linguística precisam ser compreendidas pelos professores, a fim de viabilizar uma prática docente assertiva. Por isso, esta tese tem como objetivo analisar a prática docente no letramento de alunos Surdos pertencentes ao ensino fundamental dos anos iniciais, em duas escolas bilíngues de tempo integral do Maranhão. Este estudo foi desenvolvido ancorado pela questão norteadora: como vem ocorrendo a prática docente no letramento de alunos Surdos no ensino fundamental, anos iniciais, em duas escolas bilíngues de tempo integral do Maranhão? A pesquisa de campo contempla a abordagem qualitativa, do tipo exploratória e descritiva, tendo como participantes 9 professoras lotadas nessa etapa escolar. Destas, todas participaram do primeiro instrumento de coleta, a entrevista, e 7 estiveram presentes no segundo, a Roda de Conversa. Essas interlocutoras atenderam ao critério de seleção estabelecido para a pesquisa: possuir, no mínimo, cinco anos de atuação no magistério. Esse período foi considerado relevante por corresponder à fase de estabilização e consolidação da carreira docente, momento em que o indivíduo já reúne experiências significativas e práticas pedagógicas mais estruturadas. Os dados foram coletados por meio de entrevista semiestruturada, da técnica Roda de Conversa e do diário de campo. Os resultados foram submetidos a uma análise de conteúdo, conforme os princípios propostos por Bardin (2011), resultando na organização em diferentes categorias e subcategorias. Os resultados evidenciam que a prática docente, em espaço bilíngue, tem tido desafios, mesmo diante de uma proposta curricular bilíngue que oferece as bases linguística e cognitiva a esses estudantes, e professores bilíngues, visto que a existência de outros fatores impacta significativamente sua prática. Dentre eles, o acesso tardio à língua de sinais, a ausência da família, distorções de idades/séries que têm comprometido o processo de aquisição da Libras, da leitura e da escrita do português, e mais, a ausência de diagnósticos de transtornos de aprendizagem associados à surdez, tem dificultado o desenvolvimento desses alunos Surdos. Além disso, as interlocutoras apontam que a Secretaria Municipal de Educação não investe em formação continuada. As formações ocorrem em grande parte por iniciativa das próprias participantes, com incentivo da gestão escolar. Elas acreditam que, por não haver no órgão uma pessoa que conheça a realidade dos alunos Surdos e da surdez, ainda há muito a ser feito. As participantes se queixaram também da quantidade de projetos enviados, a maioria dos quais está desvinculada da realidade da escola e do público com surdez. Os resultados apontam que, mesmo com uma prática docente responsável e intencional, o letramento de alunos Surdos ainda esbarra em obstáculos que vão além dos muros da escola. Questões como o acesso tardio à Libras, a ausência de diagnósticos precisos e a carência de formação continuada para os professores comprometem o desenvolvimento integral dos alunos Surdos. Diante desse quadro, torna-se urgente investir em ações que dialoguem com a realidade da surdez, que as políticas públicas garantam a formação adequada de professores, para que a implementação e disponibilização de um currículo bilíngue com práticas pedagógicas equitativas assegurem plenamente o desenvolvimento educacional do estudante Surdo em todos os níveis de ensino.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CLAUDIA LÚCIA ALVES - UESPI
Interno - 2770338 - DELCINEIDE MARIA FERREIRA SEGADILHA
Externo à Instituição - MARCIA RAIKA E SILVA LIMA - UEMA
Externo à Instituição - MARIA DA PIEDADE RESENDE DA COSTA - UFSCAR
Interno - 407271 - SILVANA MARIA MOURA DA SILVA
Presidente - 2560799 - THELMA HELENA COSTA CHAHINI

fim do conteúdo