Banca de DEFESA: JOSÉ CARLOS LIMA COSTA
2026-05-19 15:50:55.509
Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ CARLOS LIMA COSTA
DATA: 27/05/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Sala de Multimídia do PPGE/PPGPP/PROFIAP
TÍTULO: NOSSOS CORPOS TAMBÉM FALAM: Corporeidade na Educação das Mulheres Envelhecidas no Maranhão (1995 - 2020)
PALAVRAS-CHAVES: Corporeidade; Educação; Envelhecimento; Interseccionalidade;
PÁGINAS: 355
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Fundamentos da Educação
ESPECIALIDADE: História da Educação
RESUMO: O presente estudo investiga a educação dos corpos de mulheres envelhecidas no Maranhão,
com ênfase nas intersecções entre corporeidade, gênero, classe e envelhecimento. Foi
desenvolvido com o objetivo de analisar como a corporeidade contribui para a compreensão
da educação não formal e informal dessas mulheres, tendo em vista que a noção de
corporeidade oculta estratégias de poder que regulam e educam os corpos femininos
envelhecidos. Para tanto, foi necessário: investigar concepções ocidentais de corpo e sua
materialização nas representações sociais maranhenses entre 1995 e 2020; analisar a relação
entre concepções de envelhecimento e experiências corporais de mulheres envelhecidas;
identificar contribuições dessas vivências para práticas educativas inclusivas. Realizou-se,
para isso, uma pesquisa fundamentada nos pressupostos teóricos-metodológicos da História
Social (Burke, 2012; Thompson, 1998). Para analisar a interação entre as representações
sociais e práticas institucionais, tomaram-se como contexto os projetos Universidade
Integrada da Terceira Idade (UNITI), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e da
Universidade Aberta Intergeracional (UNABI), da Universidade Estadual do Maranhão
(UEMA), levando em consideração o período entre 1995 e 2020. Assim, os dados foram
interpretados por meio da abordagem qualitativa articulando métodos como: a análise de
conteúdo (Bardin, 2016) de fontes midiáticas como jornais, de documentos legais e
institucionais; a História Oral Temática (Meihy; Holanda, 2015) realizando-se a coleta de
informações orais, em cuja transcrição preservou-se elementos paralinguísticos; e as
perspectivas de análise de Barthes (1996) para fontes visuais e midiáticas, realizando-se o
desenho metodológica, por meio do qual se cruzaram narrativas orais, documentos legais e
representações midiáticas. Diante disso, verificou-se que as políticas educacionais combinam
retórica emancipatória com mecanismos biopolíticos que infantilizam pessoas envelhecidas
sob pretexto protetivo; que as representações midiáticas associam velhice feminina a declínio
físico, excluindo corpos não padronizados; as narrativas das participantes revelam
resistências e ressignificação da corporeidade, através de estratégias individuais e coletivas.
Para fundamentar as reflexões propostas, recorreu-se a autores e autoras como Foucault
(2005, 2013), Perrot (2007), Burke (2012), Pocahy (2011, 2012), Preciado (2014), Cachioni
(2018), entre outros(as) estudiosos(as), e a obras como História do Corpoe História do
Corpo no Brasil que contribuíram para a construção das concepções de corporeidade,
envelhecimento e educação. Ajudando, por conseguinte, na solução do problema: em que
medida a corporeidade pode contribuir para a compreensão da educação de mulheres
envelhecidas, considerando suas modalidades informais e não formais, no período entre 1995
e 2020. Tais análises permitiram a seguinte conclusão: a corporeidade é um eixo fundamental
para redefinir práticas educativas, pois articula dimensões históricas, sociais e subjetivas no
envelhecimento feminino. Sua integração em políticas públicas exige abordagens
interseccionais que confrontem estereótipos de gênero, classe e reconheçam narrativas de
resistência como fontes pedagógicas.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 407369 - CESAR AUGUSTO CASTRO
Presidente - 001.370.063-49 - DIOMAR DAS GRACAS MOTTA
Externo ao Programa - 2932682 - JACIRA DO NASCIMENTO SERRA
Interno - 407631 - MARIZA BORGES WALL BARBOSA DE CARVALHO
Externo à Instituição - TATIANA RAQUEL REIS SILVA - UEMA