Banca de DEFESA: RAYLINA MAILA COELHO SILVA
2026-09-15 17:04:15.689
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RAYLINA MAILA COELHO SILVA
DATA: 17/09/2026
HORA: 09:00
LOCAL: SALA DE MULTIMÍDIA PPGE / UFMA
TÍTULO: A FARDA, A NORMA E O LÁPIS: a instrução de meninos na Escola de Aprendizes Marinheiros do Maranhão (1885-1889)
PALAVRAS-CHAVES: Escola de Aprendizes Marinheiros; Instrução; Formação; Disciplina.
PÁGINAS: 146
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Fundamentos da Educação
ESPECIALIDADE: História da Educação
RESUMO: Esta pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Maranhão, na Linha de História, Políticas Educacionais, Trabalho e Formação Humana, e teve por objetivo analisar a instrução e a formação oferecidas na Escola de Aprendizes Marinheiros, compreendendo seu papel na construção de um projeto educativo voltado à integração social e profissional de jovens em situação de vulnerabilidade na Província do Maranhão, no recorte temporal de 1885 a 1889. A fim de apreender a amplitude do que foi produzido sobre a Escola de Aprendizes Marinheiros no Brasil e no Maranhão, realizou-se uma revisão bibliográfica, com aporte teórico nas áreas da História da Educação Brasileira e da História Cultural, bem como uma pesquisa histórico-cultural e análise documental. As fontes problematizadas foram os periódicos em circulação à época, a exemplo dos jornais Diário do Maranhão, Echo do Norte, Echo da Juventude, Estrela da Tarde e Pacotilha; os regulamentos fundamentados no Decreto nº 9.371, de 14 de fevereiro de 1885, publicados no Diário Oficial do Estado; os Relatórios do Ministro da Marinha (1887-1906); as mensagens de governadores; e os ofícios da instituição endereçados ao poder estadual no período. O estudo adotou como categorias de análise a infância, segundo Ariès (1978); a disciplina, a partir dos postulados de Michel Foucault (2020); a Cultura Material Escolar, fundamentada em Castro e Castellanos (2013); a Cultura Escolar, conforme proposta por Dominique Julia (2001); e as Práticas Educativas, em Sacristán (1999). Os resultados evidenciaram que a Escola de Aprendizes Marinheiros no Maranhão oferecia uma instrução e formação orientadas pelos decretos e regulamentos da época, configurando uma abordagem disciplinar que visava formar indivíduos não apenas para o exercício da profissão de marinheiro, mas também para a vida em sociedade, com forte ênfase na formação moral, religiosa e cívica.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 407369 - CESAR AUGUSTO CASTRO
Externo à Instituição - IVONE DAS DORES DE JESUS - UEMA
Interno - 1781306 - SAMUEL LUIS VELAZQUEZ CASTELLANOS