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Banca de DEFESA: CLAUDIANE SANTOS ARAUJO

2026-10-15 23:11:29.787

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CLAUDIANE SANTOS ARAUJO
DATA: 16/10/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Programa de Pós-graduação em Educação. Sala de Multimída
TÍTULO: A TRAJETÓRIA DAS PRIMEIRAS ALUNAS DA ESCOLA DE CEGOS DO MARANHÃO
PALAVRAS-CHAVES: Escola de Cegos do Maranhão; trajetórias; educação de pessoas cegas; autonomia; magistério.
PÁGINAS: 209
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
RESUMO: Esta tese tem como objetivo geral analisar as trajetórias das primeiras alunas cegas da Escola de Cegos do Maranhão (Escema) e tem como pergunta central da pesquisa: a Escema constituiu-se como um diferencial nas trajetórias das primeiras alunas cegas que nela estudaram? Em consonância com a questão central da pesquisa, definem-se como objetivos específicos analisar as possíveis influências da Escola de Cegos do Maranhão na construção da autonomia das primeiras alunas cegas; compreender suas trajetórias a partir de suas memórias e vivências educacionais na instituição; e analisar as representações construídas acerca das primeiras alunas cegas na sociedade maranhense. A pesquisa fundamenta-se nas análises de Certeau (1994), especialmente em A Invenção do Cotidiano (1994), para compreender as trajetórias como percursos não lineares, marcados por estratégias, táticas e astúcias presentes nas práticas cotidianas da Escema. Recorremos a Kant (2017) para fundamentação da discussão sobre autonomia, compreendida como capacidade de pensar, escolher e agir por si. Para compreender o contexto das políticas educacionais destinadas às pessoas com deficiência no período investigado, fundamenta-se em Mazzotta (2011). Perrot (1988), contribui para a reflexão sobre os processos de invisibilização e o lugar das mulheres nas classes populares. Já para os estudos de memória utiliza-se Le Goff (2003), por meio da sua concepção de memória e funciona como um instrumento de poder e identidade, sendo constantemente disputada, ressignificada e moldada pelos diferentes grupos sociais para legitimar suas narrativas e visões de mundo. Recorre-se, ainda, a Lupetina & Damasceno (2022) para refletir sobre as vozes femininas e as experiências de mulheres cegas. A análise da documentação escolar, especialmente do Livro de Matrícula (1967) e Bardin (2016) para Análise de Conteúdos desta documentação escolar, possibilitando a categorização e sistematização de informações referentes à idade, procedência, profissão das mães, ano de ingresso e permanência na instituição. As contribuições de Thompson (1987) são mobilizadas para compreender as diferenças sociais presentes entre as famílias das alunas, particularmente as condições de vida das mães identificadas como domésticas, relacionando-as às condições históricas e sociais do período. Os resultados demonstram que as experiências vivenciadas na Escema, os modos de viver e as aprendizagens construídas no cotidiano escolar foram fundamentais para o desenvolvimento da autonomia das primeiras alunas cegas. Essas aprendizagens repercutiram em suas trajetórias posteriores, contribuindo para a consolidação da vida profissional, especialmente no exercício do magistério e na atuação como professoras de pessoas cegas.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - IRAN DE MARIA LEITAO NUNES - UFMA
Interno - MARIZA BORGES WALL BARBOSA DE CARVALHO - UFMA
Interno - RAIMUNDA NONATA DA SILVA MACHADO - UFMA
Interno - DIOMAR DAS GRACAS MOTTA - UFMA
Externo ao Programa - MARIA NILZA OLIVEIRA QUIXABA - UFMA
Externo ao Programa - RICARDO OLIVEIRA BARROS - UFMA
Externo à Instituição - KILZA FERNANDA MOREIRA DE VIVEIROS - UFRN

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