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Descrição |
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ANA BEATRIZ CARVALHO DE SOUSA
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A POSSIBILIDADE DE NOVAS EXPERIÊNCIAS COLETIVAS E DE
PRODUÇÃO CULTURAL: das Festas cívicas de Rousseau à Arte da vida em Guy Debord
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Orientador : LUCIANO DA SILVA FACANHA
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Data : 16/12/2025
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Esta dissertação desenvolve uma análise crítica do papel do teatro na sociedade a partir da Carta
a dAlembert sobre os espetáculos (1758), em que Jean-Jacques Rousseau critica o teatro como
forma de vaidade e corrupção moral, defendendo as festas cívicas como práticas públicas
capazes de fortalecer a participação popular e os laços comunitários. O objetivo é examinar, à
luz de Rousseau, que tipo de espetáculo convém a uma sociedade orientada pelo Ser, e não pelo
Parecer, articulando essa discussão às críticas contemporâneas de Guy Debord, Theodor W.
Adorno e Hans-Georg Gadamer. A pesquisa dialoga com o conceito de sociedade do
espetáculo (1967), analisando como a cultura converteu a vida social em representações que
privilegiam a imagem e o consumo. Baseada em revisão bibliográfica e interpretação
comparativa, articula as contribuições de Debord, Feuerbach, Jappe, Barthes e Rousseau,
aproximando-as também de obras culturais contemporâneas, como 1984 de Orwell, e de
produções musicais atuais. A metodologia examina historicamente a mediação imagética, o
fetichismo da mercadoria e a alienação, mobilizando fontes filosóficas, sociológicas e culturais
para interpretar mecanismos de representação, consumo e dominação simbólica. O estudo
recorre a exemplos empíricos, como maio de 68, fenômenos midiáticos, músicas populares e
ídolos da cultura pop, para mostrar como o espetáculo opera na vida cotidiana e para contrastar
essas dinâmicas com a crítica rousseauniana das aparências e das festas cívicas. A abordagem
é interdisciplinar, crítica e interpretativa, combinando análise conceitual, leitura de obras e
estudo de manifestações culturais contemporâneas. Incorporam-se, ainda, as reflexões de
Adorno e Horkheimer sobre a cultura de massas em Dialética do Esclarecimento (1986), de
Gadamer sobre a função das festas em A atualidade do belo (1985), e de intérpretes de Rousseau
como Salinas Fortes (1997) e Jacira de Freitas (2003). Conclui-se que é urgente repensar as
práticas culturais atuais, questionando se festas e eventos populares ainda podem promover
experiências coletivas autênticas em uma sociedade estruturada pelo parecer em detrimento do
ser.
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SILVANIA RABELO BRITO
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ACESSO, PERMANÊNCIA E ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
DE DISCENTES COM DEFICIÊNCIA VISUAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA
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Data : 27/11/2025
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O acesso, a permanência e o Atendimento Educacional Especializado (AEE) constituem
direitos assegurados aos estudantes público-alvo da Educação Especial Inclusiva, conforme
previsto no ordenamento jurídico brasileiro. A Resolução CNE/CEB no 2, de 11 de setembro
de 2001, orienta que os projetos pedagógicos das instituições de ensino devem contemplar
medidas de flexibilização curricular e estratégias avaliativas compatíveis com as necessidades
educacionais específicas desses estudantes. Apesar dos avanços normativos, persistem desafios
concretos no que tange à efetividade dessas diretrizes, especialmente no que se refere à inclusão
de estudantes com deficiência visual na educação básica. Identifica-se, assim, uma lacuna no
campo das investigações empíricas voltadas à análise das práticas institucionais inclusivas, em
particular no contexto dos colégios de aplicação vinculados às universidades federais. Nesse
sentido, o presente estudo tem como objetivo geral analisar as condições de acesso,
permanência e o funcionamento do atendimento educacional especializado destinado a
estudantes com deficiência visual matriculados no Colégio Universitário (COLUN) da
Universidade Federal do Maranhão, localizado em São Luís, Maranhão. A pesquisa é de
natureza qualitativa, com caráter exploratório e descritivo. Configura-se também por pesquisa
de campo, da qual participaram dois discentes de 13 e 16 anos de idade, com deficiência visual
(representando 100% do universo da escola), e vinte e quatro docentes que atuam diretamente
com esses estudantes, além de cinco profissionais do AEE vinculados ao Núcleo de
Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNEE). A coleta de
dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas, com posterior análise
interpretativa à luz dos referenciais teóricos da educação inclusiva e das políticas públicas
educacionais. Os achados preliminares revelam que embora o COLUN disponha de políticas,
recursos e um corpo docente especializado para atender os estudantes com deficiência visual.
As barreiras burocráticas, pedagógicas e estruturais, ainda impõem limitações significativas, ao
acesso, à permanência e ao atendimento educacional especializado aos referidos alunos.
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JOSE HUMBERTO GOMES DE OLIVEIRA
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O MERCOSUL E UMA ANÁLISE DA VIABILIDADE DO BLOCO:
DOS DESAFIOS DA INTEGRAÇÃO REGIONAL AO
DILEMA DO EU SOU PORQUE NÓS SOMOS
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Data : 24/07/2025
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O presente trabalho acadêmico tem como cerne uma abordagem acerca da atuação dos
principais protagonistas do MERCOSUL Brasil e Argentina, na consolidação de um
processo de integração a partir dos discursos diplomáticos e políticos dos seus dirigentes.
Partindo de uma leitura estruturada e fundamentada nos textos institucionais, tratados e
protocolos, com uma proposta metodológica pautada em uma análise da efetividade da
criação, constituição e consolidação do bloco de integração regional, mediante um estudo
comparativo e de uma descrição analítica e ponderada da linha do tempo ao longo das mais de
três décadas desde a assinatura do Tratado de Assunção em 1991, busca-se proporcionar uma
visão a partir de concepções de releitura da América do Sul enquanto continente e unidade
geopolítica na atualidade, permitindo a formatação das políticas externas formuladas pelos
seus dirigentes. Aborda-se a questão da interdisciplinaridade naquilo que se refere aos
processos de governança global e seus dilemas, em relação aos efeitos da regionalização, bem
como às questões vinculadas à economia e a cultura nacionais, onde cada Estado-Parte se
manifesta e reage na tentativa de sobreviver culturalmente, buscando meios de revitalizar e
reinventar suas instituições, seus costumes, a própria língua nativa, suas expressões culturais
diversas, sua estrutura geopolítica e social, entre outros elementos, como via de superação dos
desafios enfrentados na conformação dos processos de globalização e integração regional.
Busca-se, por fim, questionar o enfrentamento da nova ordem internacional e da necessidade
de resgatar o spiritu de uma identidade própria para uma visão construtivista intra e
extramuros do MERCOSUL, como elemento vinculante do princípio pacta sunt servanda.
Como elemento conclusivo, aponta-se o caráter indispensável da integração e da cooperação
internacional para a sobrevivência no mundo globalizado de acordo com a filosofia africana
ubuntu do eu sou porque nós somos.
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MARIA SUSANA SILVA PINHEIRO
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TECER DE VARANDAS: ARTE E MEMÓRIA NA REDE DE DORMIR EM VIANA/MA
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Data : 25/06/2025
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Esta pesquisa se propõe a analisar o artefato rede de dormir enquanto documento
histórico-cultural da cidade de Viana/MA. A metodologia aplicada é a pesquisa
documental. A coleta de dados foi realizada a partir de livros, revistas científicas, artigos,
nas bases de dados on-line como SciELO ou Google Acadêmico. Quanto aos
procedimentos e técnicas utilizadas, esta pesquisa, pressupõe um caráter bibliográfico,
documental e qualitativo. Realizou-se trabalho de campo com observação participante,
conversas informais com jovens e adultos membros da Academia Vianense de Letras
(AVL) e Academia Vianense Letras Juvenil (AVLJ) por entender que essas pessoas
compõem a população vianense nas diversas classes sociais, diferentes graus
educacionais e faixa etária. Apresento alguns dados históricos sobre os registros das redes
através de escritos de escrivães, viajantes, artistas, e trabalhos como os do etnógrafo
Câmara Cascudo (2003), em que parte deste trabalho ganhou sua fundamentação teórica.
A dissertação está estruturada por três capítulos: O primeiro apresenta o estado da arte
sobre a rede de dormir; o segundo busca identificar os significados históricos, de
memórias, culturais e simbólicos da rede de dormir na sociedade brasileira; e o terceiro
irá analisar o significado da rede de dormir para moradores da cidade de Viana, jovens e
adultos a partir do trabalho de campo. Quanto aos resultados da pesquisa de campo, a
coleta de dados aponta que a rede de dormir na cidade de Viana, para os participantes,
está associada à hora do descanso, seja em espaços abertos ou fechados, nas varandas ou
nos quartos. Ligadas à memória de parentes ou à infância, às brincadeiras, aos
pensamentos em movimento, ao abraço e descanso da mente. Reportaram que o vai-e-
vem na rede, ameniza o calor, mas que o fato de possuírem redes de dormir, não é
determinante para dormirem nelas. Observou-se, que ao responderem ao questionário,
pouco sabiam sobre a existência de alguma história sobre a rede de dormir e, afirmaram
ainda, desconhecer a história da rede de dormir ligada a algum acontecimento histórico.
Associaram a rede de dormir como um lugar para as visitas e o lugar do sono para os
idosos, podendo servir como brinquedo para as crianças, portanto um lugar democrático,
interdisciplinar na medida em que servindo ao uso cotidiano do descanso, proporciona
lazer. Uma lacuna no entanto se apresentou, pois a rede tem sua vida marcada pelos
acontecimentos da própria existência das pessoas, portanto contém nela, a história da vida
das pessoas do lugar, e a vida daqueles que por ela foram encantados. Apesar da indústria
crescente apresentar uma larga produção das redes, ainda permanece o ato artesanal
resistindo em Viana pelas mãos da redeira Dona Isauderina, que segura de seu ofício, tem
na rede de dormir seu sustento e manutenção da tradição da tecelagem das redes em
Viana.
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KIZZE NATHIANNY CAMPOS VIEGAS
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A REPRESENTAÇÃO DA MEMÓRIA E DO ESPAÇO EM JOSÉ SARAMAGO: uma leitura de Ensaio sobre a cegueira
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Data : 20/06/2025
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Esta pesquisa propõe uma análise do romance Ensaio sobre a cegueira (1995), de José
Saramago, a partir das categorias de memória e espaço, com o objetivo de compreender
como tais elementos são articulados na construção narrativa e simbólica da obra. O
romance se configura como uma ruptura com as tradições literárias portuguesas, ao
propor novas formas de composição de personagens, tempo e espaço, marcadas por uma
profunda crítica à condição humana e à organização social contemporânea. A súbita e
inexplicável cegueira que acomete uma população inteira é explorada como metáfora da
perda de referências morais, sociais e históricas, evidenciando um processo de
apagamento das memórias individuais e coletivas. Nesse contexto, a memória assume
papel central, não apenas como recurso temático, mas também como estrutura
constitutiva da narrativa e dos sujeitos que a habitam. Paralelamente, o espaço é
representado não apenas em sua dimensão física, mas sobretudo como território simbólico
e afetivo, revelando-se como lugar de ressignificação e resistência diante da adversidade.
A fundamentação teórica da pesquisa apoia-se em aportes interdisciplinares,
especialmente nos campos da Literatura e da Geografia Humanista, com destaque para os
trabalhos de Maurice Halbwachs, Éric Dardel, Yi-Fu Tuan e Edward Relph. A partir dessa
perspectiva, busca-se problematizar as formas como o romance de Saramago tensiona os
limites entre o individual e o coletivo, o visível e o invisível, o espaço vivido e o espaço
simbólico. Assim, a pesquisa oferece uma contribuição relevante para o debate acerca da
representação dos fenômenos sociais e existenciais na literatura contemporânea.
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AURINETE FERREIRA BARBOSA
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A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL: abordagens acerca do patrimônio cultural ludovicense com alunos do Ensino Médio de uma escola da rede pública de São Luís, MA
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Data : 20/06/2025
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O trabalho buscou refletir sobre o ensino de história e a educação patrimonial, para
conscientizar os alunos sobre a importância de se preservar a história local, identidade
e memória alinhados a elementos teóricos. Descrevendo de que forma o professor
pode trabalhar o tem em sala de aula, visto que não tem matéria didático para a
educação patrimonial. O objetivo geral é analisar a possibilidade da educação
patrimonial como metodologia para o professor de história e como meio para que se
crie um sentimento de pertença e uma identidade local. Pautando a leitura nos autores
Bittencourt (2011), Pinsky, (2013), Ricoeur, (2007), Le Goff (1990) Horta (1999): Abud
e PCNs (1998), BNCC. Fazendo uma reflexão sobre a contribuições da disciplina
Eletiva, para se discutir tema satuais e refletindo sobre o relato de experiência das
atividades realizadas em duas turmas do ensino médio em uma escola de São Luís.
O ensino de história tem o intuito de permitir ao aluno compreender o que é memória
e identidade local, fazendo ele se reconhecer enquanto ser social no local em que
vive. A metodologia de aprendizagem é pensada na perspectiva de uma educação
crítica e reflexiva para que o aluno possa reconhecer e preservar o patrimônio local
em que ele está inserido. O patrimônio é indispensável na para o reconhecimento e
valorização das identidades. Será verificado a nova BNCC sobre o ensino de história
e os temas transversais que estão relacionados a disciplina e ao tema patrimônio a
partir das habilidades especificadas no documento. Será abordado sobre a
aprendizagem histórica e a importância da responsabilidade social na sociedade
contemporânea. As dificuldades do professor em sala de aula para se trabalhar o
tema, levando em consideração a interdisciplinaridade e propondo elementos para
uma metodologia de trabalho em sala de aula com o Patrimônio Imaterial, na
perspectiva da Educação Histórica.
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SUNSHINE CRISTINA DE CASTRO REIS
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MUSEOLOGIA DECOLONIAL: um olhar para o museu de artes visuais do Maranhão
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Data : 30/05/2025
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A decolonialidade é um campo em construção e em disputa, tanto no aspecto teórico quanto
prático, um projeto acadêmico-político de problematização e desobediência que se estabelece
como enfrentamento à modulação do ser, do saber e do poder. Logo, sua aplicabilidade na
museologia requer confrontar o status de santuário designado à preservação da memória, que
se mantém isolado da desordem do mundo uma inversão retórica que camufla a produção e
reprodução de injustiças sociais históricas, por meio da projeção de neutralidade que dissimula
o campo de batalha ideológica, política e econômica no qual está imersa. Nesse sentido, a
presente investigação se insere na Linha de Pesquisa 2 (dois): Cultura, Educação e Tecnologia,
tendo como objetivos identificar as ações decoloniais e as contribuições para a diversidade e a
equidade desenvolvidas pelo Museu de Artes Visuais do Maranhão. Dessa forma, a pesquisa
fundamenta-se em uma investigação interdisciplinar, com dois níveis de análise: o primeiro
foca no acervo disponível para contemplação, enquanto o segundo investiga as práticas
cotidianas e as perspectivas de artistas contemporâneos como Pablo Monteiro, Silvana
Mendes, Ingrid Barros, Gê Viana e Genilson Guajajara em relação à museologia
maranhense, utilizando a decolonialidade como método. Além disso, realizamos uma revisão
bibliográfica para construir um diálogo entre a museologia e a decolonialidade, discutindo a
intersecção entre História, Memória, Patrimônio Cultural e suas relações de poder. A pesquisa
aborda, portanto, a complexidade do sistema simbólico, utilizando como campo de análise o
acervo permanente do Museu de Artes Visuais do Maranhão, com recorte para o espaço
dedicado aos povos originários, afro-maranhenses e às mulheres, relacionando as possíveis
contribuições para o pensar e o fazer decolonial na museologia. Destaca-se, assim, a
importância da insurgência na Educação Patrimonial para a ruptura da colonialidade, uma vez
que promove uma política de ações e reflexões em favor da equidade, respeitando as diferenças
e os diferentes. Conclui-se, portanto, que a museologia decolonial está assentada em uma utopia
emancipatória, que não requer somente um giro, mas uma gira uma vez que a função gira é
confluir múltiplas presenças e saberes, desfazendo o desmantelo cognitivo promovido pelo
carrego colonial. Um ebó de reencarnamento que nos auxilia a pensar nossos processos
identitários, assim como um melhor reconhecimento de nossos fratrimônios uma perspectiva
ainda distante do contexto maranhense, visto que o estudo revelou a precarização das casas de
cultura do Estado, bem como a ausência de pertencimento da classe artística com o Museu de
Artes Visuais, demonstrando a necessidade de repensar as políticas culturais do Estado, assim
como o compromisso com o imaginário maranhense.
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SIMORELDA ALVES FERREIRA
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PERCEPÇÕES DE FAMILIARES E DE PROFESSORES HOSPITALARES SOBRE
O PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR DE CRIANÇAS COM PARALISIA
CEREBRAL
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Data : 30/04/2025
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A inclusão escolar de crianças com paralisia cerebral (PC) ainda representa um
desafio para as famílias. A PC é uma lesão não progressiva que afeta o cérebro em
desenvolvimento e pode impactar diversas áreas da vida infantil. Este estudo objetivou
analisar as percepções de familiares e professores hospitalares sobre o processo de
inclusão escolar dessas crianças. É uma pesquisa interdisciplinar, pois considera os
impactos da PC no desenvolvimento infantil e os aspectos educacionais, de saúde,
políticos e sociais que envolvem essa população, evidenciando a relevância do
estudo, contribuindo com a discussão da inclusão escolar dessa população.
Metodologicamente, caracteriza-se como uma pesquisa exploratória e descritiva, com
abordagem qualitativa, configurando-se como um estudo de caso realizado no Centro
de Neurorreabilitação Sarah, unidade São Luís/MA. Foi realizado, ainda, um
mapeamento da literatura sobre as percepções de famílias de crianças com PC e um
levantamento sociodemográfico das famílias participantes. A coleta de dados ocorreu
por meio de entrevistas semiestruturadas com 10 familiares e 3 professores
hospitalares, e a análise fundamentou-se na Análise de Conteúdo proposta por Bardin
(2016). Os resultados indicaram o predomínio de mulheres entre os responsáveis,
majoritariamente de etnia parda e preta, com a maioria das crianças recebendo o
Benefício de Prestação Continuada (BPC), evidenciando vulnerabilidade social; dar
voz às famílias e professores hospitalares possibilitou expressar desafios,
expectativas e experiências no percurso escolar das crianças com PC; verificou-se
que as relações sociais na escola influenciam diretamente a inclusão, e conhecer os
direitos educacionais não garante sua efetivação; as dificuldades de acessibilidade e
suporte educacional mostraram-se associadas ao grau de dependência da criança; a
formação docente revelou-se um obstáculo à inclusão, destacando a necessidade de
políticas públicas que compartilhem essa responsabilidade; e ressaltou-se ainda, o
papel essencial do professor hospitalar na interface entre reabilitação e educação,
orientando as famílias sobre os direitos à escolarização inclusiva.
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JOÃO VITOR MEIRA DE MONTREUIL
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O AMBIENTE SAGRADO DO CANDOMBLÉ EM SÃO LUÍS-MARANHÃO:
alterações da paisagem e resiliência comunitária.
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Data : 07/04/2025
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Pesquisa desenvolvida através de estudo bibliográfico e vivências em um terreiro de
Candomblé da cidade de São Luís MA, com o objetivo de identificar os impactos da
degradação ambiental na continuidade das tradições do Candomblé do Maranhão,
culto afro-brasileiro de origem baiano-pernambucana que chegou à cidade na década
de 1980. O trabalho aborda aspectos teóricos sobre a formação das religiões afrobrasileiras, com enfoque no Candomblé da Bahia, de Pernambuco e do Candomblé
do Maranhão, utilizando autores como Carneiro (2019), Sérgio Ferretti (2009),
Cossard Binon (2006), Silveira (2006), Mundicarmo Ferretti (2000), Siqueira (1998),
Santos (1988), Pai Euclides (1984; 1990) e Verger (1981). Realiza-se uma revisão de
literatura acerca de conceitos como colonialidade, racismo estrutural, racismo
ambiental e religioso, utilizando obras de Ferdinand (2023), Bueno (2021), Nogueira
(2020), Kilomba (2019), Almeida (2019), Acselrad, Mello e Bezerra (2009), Quijano
(2005), Gonzalez (1982) e Hasenbalg (1982). Ao final, entrevistas com Mãe Kabeca
de Xangô (2024) e Mãe Venina de Ogum (2024) serão analisadas, fazendo uma
subsunção ao que fora denunciado pelas sacerdotisas e a literatura disponível acerca
da degradação ambiental em São Luís e seus impactos na rotina dos
candomblecistas, de modo a relatar antigos costumes tradicionais do Candomblé do
Maranhão que acabaram sendo perdidos em função do crescimento desordenado da
cidade e a destruição dos espaços de natureza. A pesquisa possui caráter
interdisciplinar e está vinculada à linha de pesquisa expressões e processos
socioculturais, do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da UFMA.
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NATHALIA TUANNY VALLE PORTO SOARES
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A ERA DIGITAL E OS ESPAÇOS CULTURAIS: a aplicabilidade dos recursos digitais na
promoção e fortalecimento da comunicação em museus maranhenses
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Data : 25/03/2025
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Cotidianamente observa-se o poder que a ações digitais possuem sobre a sociedade, e em
como a internet dita novas regras e hábitos, influenciando e modificando o comportamento
dos indivíduos. Vive-se um momento em que a cultura sente o impacto da era digital e busca
se adaptar ao novo contexto inserido. Nesse sentido, os museus, espaços culturais que detêm acervos que contam a história, guardam e preservam memórias de um povo, são portadores de patrimônios culturais, materiais e imateriais, têm se despertado para a necessidade de se inserir no ambiente digital. Este trabalho tem como objetivo compreender as influências da era digital na promoção dos museus da Imagem e do Som e o da Gastronomia Maranhense, no fortalecimento de sua função social e no relacionamento com os seus públicos. Com o intuito de buscar o entendimento do cenário digital no contexto dos museus maranhenses e de analisar as estratégias digitais desenvolvidas pelos espaços, a partir da forte presença que ambos possuem no cenário digital. A metodologia utilizada refere-se a uma pesquisa exploratória descritiva, bibliográfica e de campo, com o uso de instrumentos específicos como roteiros para as entrevistas previamente encaminhadas aos profissionais e formulários para captação de dados sobre os visitantes do museu. Quanto às análises das entrevistas, foi realizada por meio da transcrição de áudios gravados e dos formulários com perguntas fechadas aplicados presencialmente. O estudo traz apontamentos sobre a relação da cultura,comunicação e tecnologia, caracterizando a interdisciplinaridade da pesquisa, além de proporcionar a compreensão do processo de construção da identidade digital do espaço cultural, assim como, o fortalecimento do elo dos museus e os seus públicos através da gestão museológica e os desafios impostos pela cultura digital. A pesquisa traz resultados satisfatórios sobre o elo dos espaços com o digital, e constata que o contato com a tecnologia é essencial para que os espaços não se tornem obsoletos, assim como a manutenção de ações digitais de comunicação e gestão que desenvolvam a visibilidade dos espaços.
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GUSTAVO SILVA DE SOUSA
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A ESCRITA DE SI SOB O VIÉS DO TESTEMUNHO: memória e resistência à
ditadura civil-militar nos poemas de Alex Polari e Lara de Lemos
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Data : 21/03/2025
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A presente pesquisa tem como objetivo analisar a literatura de testemunho no
contexto da ditadura civil-militar brasileira (1964-1985), a partir da poesia de
Alex Polari e Lara de Lemos. Para isso, tomamos como base a análise dos
poemas As prisões - I e Os primeiros tempos de tortura presentes em
Inventário de cicatrizes (1978), de Polari, e De súbito é o susto e Tempo
malsinado, da obra Inventário do medo (1997), de Lara de Lemos. Ambos os
poetas foram perseguidos, presos e torturados pelo regime ditatorial,
tornando-se sobreviventes que testemunharam, através de suas produções, a
violência, o cárcere político e os horrores impostos pelo autoritarismo. Dessa
forma, suas obras configuram-se como testemunhos da repressão e da
resistência ao regime e suas práticas. A pesquisa busca compreender como os
inventários desses poetas dialogam com o trauma e a memória do período.
Para embasar a discussão, utilizamos teóricos da literatura de testemunho,
como Seligmann-Silva (2005), Agamben (2008) e Primo Levi (2004); para
análise da ditadura civil-militar e sua relação com a sociedade brasileira,
recorremos a Elio Gaspari (2014) e Zuenir Ventura (2008); e, no que tange à
poesia de resistência, fundamentamo-nos em Wilberth Salgueiro (2011) e
Cristiano Augusto da Silva (2024).
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LISSIA MARIA COSTA GOMES PROTAZIO
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ANÁLISE EXPLORATÓRIA DO USO DO CHATGPT COMO TUTOR DIGITAL NA ESCRITA DA REDAÇÃO DO ENEM: um estudo com alunos do 3o ano do Ensino Médio do IFMA Campus São José de Ribamar.
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Data : 10/02/2025
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O advento da inteligência artificial generativa (IAG) transformou paradigmas em diversos
campos, incluindo a educação, ao oferecer novas perspectivas para o processo de ensino e
aprendizagem. Este estudo interdisciplinar investiga o impacto do ChatGPT como tutor digital
no aprimoramento da escrita dissertativa-argumentativa, com foco na redação do Exame
Nacional do Ensino Médio (ENEM). Diante dos desafios enfrentados por estudantes do ensino
médio em organizar e estruturar ideias de forma coesa e consistente, a pesquisa buscou analisar como a interação com o ChatGPT pode contribuir para o desenvolvimento de competências textuais e argumentativas. A investigação foi guiada por uma abordagem qualitativa, com aplicação do instrumento de questionário. O estudo se concentrou em identificar as percepções de 30 alunos quanto à eficácia da IAG na elaboração de redações, explorando as expectativas e preocupações associadas ao uso dessa tecnologia no contexto educacional. A integração do ChatGPT como recurso pedagógico foi analisada à luz de teorias contemporâneas sobre escrita, cognição e mediação tecnológica. Os resultados indicaram que a utilização do ChatGPT promoveu avanços significativos nas habilidades de escrita dos estudantes, especialmente na organização de ideias e no desenvolvimento de argumentos mais elaborados. No entanto, também emergiram preocupações éticas e pedagógicas, como a necessidade de garantir que o uso da IAG favoreça o pensamento crítico e a autonomia dos estudantes, em vez de criar dependência tecnológica. Esta pesquisa contribui para o campo educacional ao propor reflexões sobre o papel da tecnologia no ensino da escrita e ao destacar a importância de uma abordagem crítica e ética no uso da IAG. O estudo enfatiza que a integração dessas ferramentas deve ser acompanhada de estratégias pedagógicas que promovam a criatividade, a reflexão e a formação de cidadãos críticos e engajados.
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JOÁS GOMES BATISTA
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Ansiedade na Performance Musical e Autorregulação: A construção do self como estratégia de
enfrentamento.
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Data : 05/02/2025
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A Ansiedade na Performance Musical (APM) constitui-se um fenômeno multidimensional, visto que impacta aspectos emocionais, cognitivos, fisiológicos e comportamentais do sujeito. Em sua origem pode estar relacionada a duas fontes, ansiedade-traço ou ansiedade-estado. A forma como o indivíduo recebe e interpreta os estímulos do ambiente dispara resposta que podem ser adaptativas, otimizando os níveis da apresentação, ou mal-adaptativas, que em suas manifestações limitam a performance. Com o propósito de manter esses índices sob controle são propostas estratégias de enfrentamento, que são sugeridas a partir da fonte primaria de estresse ao performer. Dentre as estratégias direcionadas ao melhor preparo da tarefa o desenvolvimento das capacidades autorregulatórias do sujeito são indicadas pela literatura sobre o tema. A respeito da autorregulação, toma-se a Teoria Social Cognitiva como fundamentação teórica para o desenvolvimento das discussões sobre o tema. Através da aplicação de questionários que buscam acessar os níveis de ansiedade e de atitudes autorregulados e do uso de entrevistas essa pesquisa é proposta visando esclarecer se o fomento de comportamentos autorregulados pode ser apontado como uma estratégia válida no combate a APM.
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JULIANA MENDES DE CAMPOS
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O CINEMA QUE FALA A SUA LÍNGUA: UMA ANÁLISE DOS PROCESSOS HEGEMÔNICOS DA GLOBO NO PONTO DE VISTA DA MEMÓRIA.
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Orientador : FLAVIO LUIZ DE CASTRO FREITAS
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Data : 31/01/2025
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O cinema brasileiro, desde seu desenvolvimento é atormentado pela figura dos filmes
produzidos no exterior. Nesse trabalho iremos discorrer, através de uma ordem não
cronológica, mas que contextualiza a história do cinema, como ele se insere no Brasil, a
relação da nossa população com a memória, o esquecimento de diversas produções do
nosso passado e como o surgimento do Grupo Globo e sua inserção no mercado
cinematográfico tem uma postura controversa dentro da nossa história. Além de
mencionar como essa hegemonia vem sendo ameaçada por outras empresas que vem se
inserindo no Brasil, criando a possibilidade de termos de fato, uma chamada Indústria
Cultural.
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JULIO CESAR COSTA MAXIMO
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OS TRAÇOS PLÁSTICOS NA LITERATURA DE ALUÍSIO DE AZEVEDO.
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Data : 31/01/2025
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A presente dissertação tem por finalidade discutir e analisar, a interdisciplinaridade entre
Literatura, História e Arte, a partir das influências estéticas da segunda metade do século
XIX na vida e obra de Aluísio Azevedo, nas cidades em que passou boa parte de sua vida,
São Luís do Maranhão e o Rio de Janeiro, apresentando-as pela sua ótica temporal. O
objetivo de tais escritos é de verificar os respectivos comportamentos das sociedades em
relação a sua obra, analisando a sua história, estética, literatura e plástica, com
desenvolvimento metodológico de análise teórica, qualitativa, exploratória, bibliográfica,
refletindo sobre dados de forma crítica e objetiva. Para realizá-la, buscou-se autores e
autoras que conversassem com a historicidade e criticidade de Aluísio Azevedo, tais
como: Jean Yves Merian, Luis Melo, Yi-Fu Tuan, Lélia Gonzales, Olavo Bilac e
Rousseau, além de um mergulho em suas obras, O mulato e O cortiço que fazem um
mapeamento das sociedades citadas anteriormente. Na pesquisa averígua-se o panorama
econômico, social e cultural dessas sociedades no século XIX, mostrando o quanto as
duas cidades desempenharam um papel fundamental na construção do seu caráter artístico
e crítico. Constatando o parecer de Aluísio Azevedo diante da aristocracia rural e do poder
público como patrocinadores das adversidades sociais vividas no Brasil do século XIX.
Transportando para as caricaturas sua criticidade, mostrando o seu desenvolvimento na
profissão e também o quanto a literatura é um reflexo do pintor e caricaturista.
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THAYANE RODRIGUES REIS
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Artes Indígenas Tenetehara: instituições, artistas e coletividade
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Data : 30/01/2025
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Esta pesquisa tem como tema as artes indígenas no Brasil, abordando suas instituições, artistas e coletividade. O estudo levanta questões sobre como a arte indígena está sendo discutida atualmente e, em segundo plano, como a arte indígena contemporânea dialoga com a arte tradicional dos indígenas Tenetehara (Guajajara) e seu coletivo. A pesquisa visa investigar as relações entre arte e antropologia, a partir de uma abordagem interdisciplinar; explorar questões específicas sobre obras da etnia Tenetehara, incluindo as de artistas Guajajara, sua estética e a qualidade técnica inserida no universo desses grupos; e analisar as produções indígenas e os espaços onde são expostas, desde museus etnológicos até instituições de artes visuais. A partir da análise de três trabalhos de artistas Guajajara Zahy Guajajara, Santos Guajajara e Genilson Guajajara investigaremos como ocorre a conexão entre a coletividade e a arte indígena contemporânea. Os povos indígenas ainda sofrem diversas violências e são silenciados diariamente. Com a intenção de conscientizar os não indígenas sobre a cultura desses povos e valorizá-la, esta pesquisa é de grande importância para contribuir com os estudos sobre a arte indígena no Brasil. A pesquisa, de método indutivo, incluirá revisão e análise bibliográfica, análise documental de acervos de obras de arte no contexto histórico e análise formal, além de mapeamento de obras e artistas a partir de acervos físicos e virtuais. Por meio da análise bibliográfica das obras de Zanoni (2015), Ribeiro (1980), Berbert (2020), Esbell (2021) Ribeiro (1986), Gell (2018) e Samain (2021)abordaremos a análise antropológica e estética das obras dentro das categorias de arte indígena contemporânea e poética.
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BRENDA DOS SANTOS MENEZES
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CARTOGRAFIA DE UM DEVIR: sussurros nômades com uma pregoeira de rua em São Luís do Maranhão
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Data : 30/01/2025
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O presente trabalho, de natureza interdisciplinar, tem por objetivo desenvolver uma Pesquisa
O presente trabalho, de natureza interdisciplinar e qualitativa, utiliza o método cartográfico
para explicitar o devir-pregoeira de Dona Corina, uma pregoeira de rua em São Luís do
Maranhão. A pesquisa problematiza: em que consiste o devir-pregoeira para Dona Corina?.
Propõe-se que os fluxos entre a experiência da pesquisadora e a prática da pregoeira agenciem
um território existencial, mobilizando memórias, afetos e narrativas que escapam a uma
compreensão linear.A fundamentação teórica é baseada em conceitos como cartografia, devir, ecosofia e territórios existenciais, conforme desenvolvidos por Félix Guattari e Gilles Deleuze, com
destaque para as obras O Inconsciente Maquínico (1979), As Três Ecologias (1989),
Caosmose (1992), Bergsonismo (1968), Diálogos (1980, Mil Platôs: Capitalismo e
Esquizofrenia (1980) e Proust e os Signos (1964). São apresentados os trajetos metodológicos
que sustentam a pesquisa, abordando os caminhos teórico-práticos que estruturam sua
construção. Nesse contexto, são discutidos conceitos fundamentais para a análise do objeto de
estudo. Em seguida revisa-se a literatura e a história da arte relacionadas aos pregoeiros de rua
em São Luís, além de oferecer uma análise interdisciplinar e transversal do material obtido.
Por fim, analisa-se qualitativamente e cartograficamente as entrevistas colhidas durante o
trabalho de campo, centrando-se nas narrativas de Dona Corina e seus familiares. A partir da
descrição de sua prática como vendedora de pirulitos, busca-se problematizar o significado do
ser-pregoeiro e os excessos vitais presentes em suas memórias. A pesquisa é realizada na
cidade de São Luís, evidenciando a interação entre pesquisadora, pregoeira e espaço urbano.
Participam do estudo a própria pesquisadora, Dona Corina e seus familiares. Os métodos
utilizados incluem pesquisa bibliográfica, documental e de campo. Constatou-se que o devir-
pregoeira de Dona Corina é um paradoxo constitutivo de sua existência: ele permeia toda a
sua vida, configurando-se como um movimento entre ser e não ser pregoeira. Esse paradoxo
evidencia a potência de uma vida que não se restringe às codificações habituais, mas que se
torna território de constante reinvenção.
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LUIS CARLOS SERRA AMORIM FILHO
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A POSSIBILIDADE DA CONSTITUIÇÃO DE UM DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO: Inter-relação entre Filosofia do Direito e da História a Propósito da Crítica de Hegel à Kant
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Data : 28/01/2025
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O direito público é uma área do direito que lida com assuntos relacionados a pactos, tratados e
negociações entre países e instituições. A história, por sua vez, é a ciência que versa sobre as
ações do homem no tempo. Ambas as áreas tiveram suas origens na Grécia Antiga e foram, e
ainda são amplamente discutidas pela filosofia. Esta pesquisa propõe discutir o ponto de
encontro entre essas duas áreas de forma interdisciplinar, especificamente no período
moderno, através da Filosofia da História. A Filosofia da História é considerada uma área da
filosofia que busca interpretar os acontecimentos históricos por meio de uma análise
filosófica. Nesse contexto, enquanto os historiadores se concentram na narração das ações
humanas ao longo do tempo, os filósofos buscam encontrar o sentido ou a finalidade (télos)
por trás da história. Durante o Iluminismo, Kant ingressou nesse debate histórico-filosófico,
postulando a existência de um progresso em que os seres humanos seguem um plano oculto
da natureza para realizar suas disposições naturais. Esta é uma ideia da razão que tem uma
função teórico-prática, direcionando o entendimento para interpretar as relações humanas em
conformidade a fins, figurando entre estes o propósito cosmopolita. Posteriormente, Hegel
ampliou essa discussão, apresentando não apenas uma noção do desenvolvimento das ações
humanas como progresso da consciência da liberdade, mas também a ideia de que a
humanidade busca alcançar essa consciência. Para Hegel, há uma razão governando o mundo,
e a história tem um sentido que não é apenas uma ideia da razão, mas um fato que pode ser
demonstrado e reconhecido pelo conhecimento especulativo, ou seja, a filosofia. Segundo ele,
o fim do progresso seria alcançado pelo povo germânico no século XIX, através de sua noção
de Estado. Diferentemente de Kant, Hegel postula que o fim da história seria um Estado que
regulasse o direito, e não o cosmopolitismo. Assim, esta pesquisa tem como objetivo principal
investigar a relação entre direito público e história a partir da crítica de Hegel ao projeto
kantiano da Paz Perpétua. O caminho metodológico percorrido foi um estudo bibliográfico de
natureza básica, com abordagem qualitativa. Os resultados obtidos até agora mostram que, ao
tratarem do mesmo objeto a história , Kant e Hegel seguem caminhos semelhantes.
Primeiramente, ambos estabelecem os limites epistêmicos da história e o que a filosofia
acrescenta a essa investigação. Da mesma forma, ambos defendem um progresso contínuo da
história, que pode ser verificado na Moral para Kant e na Eticidade para Hegel. Mesmo
utilizando termos diferentes, o pano de fundo é o mesmo: ambos estão falando da liberdade
do ponto de vista civil. Entretanto, quando se trata de alcançar a liberdade em sua completude,
Kant e Hegel apresentam pensamentos antagônicos. Kant defende que a humanidade realizará
suas disposições paulatinamente, através do estabelecimento de uma sociedade mediada por
leis externas, que possibilite a coexistência das liberdades, o que significa a instituição do
direito público para resolver conflitos internos e externos, visando ao cosmopolitismo. Já
Hegel acredita que a liberdade se realiza pelo desenvolvimento da consciência humana e pelo
autorreconhecimento dos indivíduos como parte de um todo, o que é viável através de um
Estado que garanta direitos individuais e coletivos, incluindo a segurança interna e externa,
em troca do cumprimento dos deveres por todos. Hegel critica Kant por conceber o
cosmopolitismo e a paz perpétua como objetivos a serem alcançados por um pacto universal
entre nações. Para Hegel, essa abordagem kantiana era abstrata, pois ignorava as realidades
concretas da história e a centralidade do Estado como o meio de realização da liberdade. Ele
argumentava que, segundo o direito das gentes, os Estados deveriam se respeitar mutuamente,
mas a guerra, apesar de indesejável, era vista como uma possibilidade legítima na dinâmica
histórica.
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LUCAS MATEUS DA SILVA NOGUEIRA
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MUSEUS COMO ESPAÇOS QUE EDUCAM: os mecanismos pedagógicos nos processos de
disseminação da informação e socialização do conhecimento em Unidades de Informação do Centro Histórico de São Luís
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Data : 27/01/2025
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A pesquisa MUSEUS COMO ESPAÇOS QUE EDUCAM: os mecanismos pedagógicos nos
processos de disseminação da informação e socialização do conhecimento em Unidades de
Informação do Centro Histórico de São Luís. Faz parte da linha de pesquisa 2 (dois) Cultura,
Educação e Tecnologia, o presente pesquisador tem vínculo com o grupo de pesquisa
GEPPaC. A presente pesquisa tem como objetivo analisar como as ações museais realizadas
nas unidades de informação do centro histórico de São Luís do Maranhão podem se
configurar como atividades educativas e formativas. Historicamente, a era dos museus no
século XIX refletiu a crescente importância da memória na construção da identidade nacional,já no século XXI, a democratização e profissionalização dos espaços museológicos são metasessenciais, com foco na formação contínua de profissionais do setor. O estudo justifica-se pela rica herança histórico-cultural de São Luís, oferecendo uma oportunidade única para explorar as relações entre museus e escolas, e os processos educativos que ocorrem dentro destes espaços. A pesquisa visa investigar as metodologias aplicadas nos projetos dos museus Fundação da Memória Republicana Brasileira (FMRB) e Centro Cultural da VALE, destacando a participação das escolas e a capacitação dos estagiários e funcionários dessas instituições. Compreende-se a importância da memória coletiva e pessoal, conforme teorizado por Maurice Halbwachs e discutido por Ecléa Bosi, na formação de identidades e no processo educacional. Os museus, como espaços de preservação e disseminação do conhecimento, complementam a educação formal e promovem o desenvolvimento cognitivo dos alunos por meio de exposições e atividades interativas. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, com o Materialismo Histórico-Dialético como método, e utiliza revisão bibliográfica e coleta de dados em campo. Entre os métodos de coleta, destacam-se questionários aplicados aos funcionários dos museus e observação analítica das visitas técnicas escolares. O estudo está estruturado em cinco capítulos, abordando desde a análise do papel dos museus na preservação da história e cultura até as práticas formativas e educativas nesses espaços. A pesquisa de campo se concentrará no Centro Cultural da VALE e na FMRB, explorando suas interações com a comunidade escolar. Neste momento, a pesquisa encontra-se em fase de liberação para iniciar a pesquisa de campo, visando aprofundar o entendimento sobre as práticas museológicas e educativas nos espaços selecionados.
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WANESSA ELLEN COSTA E COSTA
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Por debaixo dos panos: o retrato da sociedade são-luisense oitocentista nas caricaturas de João Affonso do Nascimento no periódico A Flecha (1879-1880)
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Data : 23/01/2025
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Esta dissertação investiga, de forma interdisciplinar, no âmbito da linha de pesquisa, Expressões
e Processos Socioculturais do PGCult, amparada pelo Grupo de Pesquisa Comunicação
Organizacional e Mídia e, também pelo Grupo de Estudos de Paisagem em Literatura, os modos
de vestir no Maranhão oitocentista por intermédio das caricaturas do periódico A Flecha (1879-
1880). O uso da técnica de litogravura possibilitou a inserção de imagens em impressos no
Brasil do século XIX. Uma nova linguagem e, portanto, uma nova forma de expressão
contribuiu para a ampliação do olhar crítico dos leitores por intermédio dos impressos de
opinião. O periódico A Flecha, produzido por João Affonso do Nascimento, foi um dos projetos
pioneiros na utilização da produção imagética, o qual apresenta críticas às instituições, à política,
à religiosidade, à sociedade e à temática desta investigação: ao vestir. Observando os
transeuntes nas ruas de São Luís, analisava as vestimentas e os costumes que, rapidamente,
tomavam lugar nas publicações do periódico, no qual o artista tensionava as relações entre a
vestimenta e a diferenciação social. A partir desse contexto, a pergunta de partida desta pesquisa
foi: De que forma as caricaturas de moda no periódico, A Flecha, contribuem para uma análise
crítica da sociedade são-luisense no século XIX?. Ademais, esse questionamento possibilitou
a constante reflexão acerca da produção imagética como interlocutora da análise proposta.
Portanto, esta pesquisa é de natureza documental e exploratória, utilizando-se o documento
impresso como resultado de um pensamento de uma sociedade, baseada em um levantamento
bibliográfico e análise assistemática por meio de uma abordagem interdisciplinar em diferentes
áreas das Ciências Humanas e Sociais, enfatizando-se as áreas de Artes Visuais, Comunicação
Social e Moda. Trata-se, também, de uma investigação que se fundamenta na história cultural,
direcionando o olhar não só para a imprensa, mas para os criadores e o público-alvo,
dialogando-se com a literatura que, alinhada a história, proporciona uma visão sociocultural
dos acontecimentos. Sendo assim, para responder a essa questão, faz-se necessário o estudo
bibliográfico e histórico que se aprofunda em uma análise interdisciplinar a respeito da imagem
como linguagem visual e a introdução deste instrumento na mídia impressa brasileira em
autores como Ferreira (1994), Arnheim (1997), Dondis (1997), Joly (2007), Bahia (2009),
Barbosa (2010), Regiane Silva (2014), Fernandes (2015) e Lopes (2021). Contextualiza-se a
cidade de São Luís do século XIX compreendendo a sociedade e seus costumes, considerando
a caricatura e a literatura como intermediadoras, em autores como Frederico Silva (2014),
Araujo (2015), Azevedo (2020) e Lacroix (2020). Por fim, realiza-se uma análise da moda, do
mimetismo e do consumo como contribuidores da diferenciação social em autores como Laver
(1989), Crane (2006), Lipovetsky (2009; 2015) e Nascimento (2014), entre outros. Conclui-se,
de modo ainda transitório, que a investigação resgata, ou ressignifica a memória imagético-
gráfico de São Luís por intermédio da produção artística capaz de promover discussões na
atualidade.
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ABRAHÃO ALEXANDRE BARROS DE LIMA
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O ADMIRÁVEL ÓDIO NOVO?: o discurso de ódio nas redes sociais no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus e reflexões sobre o ódio como um fenômeno social moderno.
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Data : 23/01/2025
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Esta pesquisa analisa o discurso de ódio no Brasil nas redes sociais do país durante o período
de emergência sanitária causado pela pandemia do novo coronavírus, que durou de março de
2020 a maio de 2023, e objetiva problematizar a modernidade dessa questão, utilizando como
base para a discussão uma incursão genealógica pela sociedade brasileira como recurso para
discutir suas categorias básicas à luz de uma das teorias interseccionais, aproveitando sua
visão sobre o entrecruzamento das avenidas identitárias como ponto de produção de
vulnerabilidades e de orientação do ódio. Realiza-se uma revisão bibliográfica interdisciplinar
com abordagem qualitativa, exploratória e histórica, complementada pela análise e
interpretação de dados constantes em gráficos. Para oportunizar a tecelagem deste trabalho,
articulam-se as categorias de sociedade em rede, discurso de ódio e modernidade, com fulcro
no referencial teórico constituído pelas obras de Byung-Chul Han (2015; 2018; 2022), Judith
Butler (2021), Luís Valério Trindade (2022), Michel Foucault (2021) e Rita Segato (2021).
Além disso, foi realizada uma revisão de literatura a partir de teses, dissertações e artigos
científicos disponíveis em repositórios online que versam sobre as categorias mencionadas
acima, bem como seus temas subjacentes, os quais terminam por ser mobilizados
eventualmente durante o texto. Apresenta-se, em um primeiro momento, uma genealogia
interseccional da sociedade brasileira a partir do método de Michel Foucault (2021), buscando
explorar a existência do ódio e de suas expressões nos capítulos históricos, concluindo ser ele
um fenômeno costurado ao tecido social de nosso país desde sua fundação. Dando
continuidade à pesquisa e assentando a análise no tempo presente, discute-se o aumento na
ocorrência do discurso de ódio nas redes sociais brasileiras a partir dos dados fornecidos pela
associação Safernet, refletindo sobre esse crescimento e suas potenciais razões, o contexto
sociopolítico e suas implicações. Por fim, problematiza-se tal disfunção como uma questão
essencialmente moderna, levando em consideração a formação da sociedade brasileira, a
cotidianidade do ódio e conjecturando sobre sua possível superação. Os achados finais
corroboram a hipótese inicial dessa pesquisa, de modo que se concluiu que o discurso de ódio
não é um fenômeno essencialmente moderno, estando presente em diversos momentos
históricos persistentemente, variando o modo de sua perpetração por conta do advento de
novas tecnologias da comunicação e da informação, bem como sofisticando a linguagem
utilizada.
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JULIANNE TAVARES DA SILVA DE CARVALHO
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DE PARADA EM PARADA: Uma análise da mobilidade urbana vivenciada pelas mulheres nos espaços públicos na Avenida dos Holandeses em São Luís - MA
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Data : 22/01/2025
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A ausência de uma mobilidade urbana funcional em São Luís, atrelada à violência urbana,
impacta de forma desproporcional as mulheres, especialmente aquelas provenientes de grupos
socioeconômicos mais vulneráveis. Com o intuito de aprofundar essa discussão, realizou-se
esta pesquisa na Avenida dos Holandeses, englobando os bairros Ponta do Farol, Ponta d'Areia,
São Marcos, Jardim Renascença, Calhau, Quintas do Calhau, Olho DÁgua e Araçagi, entre
março e abril de 2024. A pesquisa, de natureza quali-quantitativa, envolveu a aplicação de
questionários presenciais e virtuais a 16 mulheres usuárias do espaço público, buscando
compreender suas experiências e percepções sobre mobilidade urbana e segurança, com foco
em casos de assédio e importunação sexual. Os resultados da pesquisa evidenciaram que a
infraestrutura precária da Avenida dos Holandeses, contribui significativamente para a
insegurança das mulheres ao utilizarem o espaço público, limitando sua mobilidade e
autonomia. As participantes relataram sentir-se inseguras ao transitar pela via, corroborando
com estudos nacionais que apontam para a forte relação entre mobilidade urbana e violência de
gênero. Essas análises reforçam a necessidade urgente de políticas públicas que priorizem a
segurança e a igualdade de gênero no espaço urbano.
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RAYANNE CAROLINE VIANA MENDES
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COSMOPERCEPÇÕES, TERRITORIALIDADE, RACISMO AMBIENTAL: conflitos
ontológicos nas compreensões territoriais quilombolas em Monge Belo, Itapecuru-Mirim/MA
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Data : 21/01/2025
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O Brasil tem em si uma vasta ocupação territorial e uma população extremamente múltipla, de
maioria autodefinida como parda ou negra, com um número significativo populacional
distribuído em comunidades tradicionais quilombolas. Compreendendo este perfil, o objetivo
geral deste estudo se volta a analisar os fundamentos do racismo ambiental relacionado a
processos de licenciamentos ambientais de grandes empreendimentos em comunidades
tradicionais quilombolas, concebendo-os como territórios condicionados à cosmofobia
colonizadora. O caminho metodológico foi estruturado a partir de uma pesquisa exploratória
bibliográfica e documental, confluindo a teoria crítico-científica com a história oral, tendo como
campo amostral a Comunidade Quilombola Monge Belo localizada no vale do Itapecuru-
Mirim/MA, localizado na faixa de transição da Amazônia legal, compondo a APA Upaon-
Açu/Miritiba/Alto Preguiças com uma área de 2,857.18 ha. O município é reconhecido dentro
do Maranhão como uma das referências em densidade demográfica composta por comunidades
tradicionais quilombolas, onde das 60.440 pessoas registradas no censo do IBGE (2022),
14.511 eram quilombolas. Onde muitas dessas comunidades, no processo legal estadual tem
seu território perpassado por grandes empreendimentos, como é o caso da Estrada de Ferro
Carajás na Comunidade Quilombola Monge Belo. Enfrentando ao mesmo tempo situações de
conflito territorial com latifundiários. Junto a ela, compõe as amostras a Secretaria de Estado
dos Direitos Humanos e Participação Popular SEDIHPOP, responsável pela supervisão dos
processos de licenciamento e se propõe a garantir a realização da consulta aos povos e
comunidades tradicionais, com elaboração de um roteiro de perguntas abertas, em local e
horário previamente combinado. O primeiro capítulo da dissertação resgata a constituição
histórica da Comunidade Quilombola Monge Belo. O segundo capítulo apresenta análises sobre
as categorias de território desde a geografia, passando pela antropologia e chegando ao sentido
dado à comunidade. Por fim, o terceiro capítulo apresenta a proposta de análise dos processos
de licenciamento ambiental a partir da vivência da Comunidade Quilombola Monge Belo,
atravessada pela proposta de desenvolvimento dos grandes empreendimentos. Mediante isto,
abre-se a possibilidade de olhar de forma crítica para o processo de licenciamento e
compreender se sua dinâmica pode ou não resultar em substanciais evoluções estruturais
sustentáveis e globalizadas dos espaços em que são executados e ainda assim não se configurar
como materialização de políticas públicas efetivas, bem como, no aprofundamento da pesquisa
há a chance de entender como o racismo permanece incrustado e cômodo em diversos
contextos.
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KARIANE FERREIRA ALVES PEREIRA
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A PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO CONTEXTO DO
MERCADO DE TRABALHO: desafios e vivências de inclusão social
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Data : 17/01/2025
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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do desenvolvimento
neurológico que provoca dificuldades de socialização e relação com o ambiente,
interesses restritos e movimentos estereotipados aos acometidos. Tem sido cada vez
mais explanado no contexto das políticas públicas de educação, saúde e trabalho
suscitando um debate de controvérsias e desafios na busca pela efetivação de direitos
e inclusão social. Assim, considera-se que a inclusão no mundo do trabalho das
pessoas com TEA está diretamente ligada à garantia dos direitos de equidade,
aumento da autoestima e do reconhecimento das pessoas com deficiência como
indivíduos capazes e produtivos, além de gerar diversos benefícios para uma melhor
qualidade de vida, acesso a outros espaços de interação social e satisfação pessoal.
Logo, esta pesquisa tem por objetivo analisar o processo de inclusão desses
indivíduos no mercado de trabalho, identificando suas principais dificuldades, desafios
e a forma como buscam superá-los. Os participantes são pessoas com TEA
acompanhadas pela Associação de Amigos do Autista do Maranhão e outras
identificadas por meio de busca ativa em São Luís/Maranhão, que estejam
necessariamente em idade economicamente ativa, ou seja, a partir de 14 anos,
totalizando a participação de 23 pessoas. No contexto, foi desenvolvida uma pesquisa
do tipo exploratória, descritiva, com abordagem qualitativa. O desfecho primário deste
estudo corresponde a maiores conhecimentos na referida temática que auxiliem
profissionais da educação e do mercado de trabalho, organizações relacionadas às
pessoas com TEA, famílias de pessoas no espectro e demais interessados na
temática para elaboração de ações, estudos, pesquisas e boas práticas que visem a
superação de barreiras e almejem dar mais visibilidade ao assunto e à rede de
proteção da pessoa com o transtorno. E o desfecho secundário, corresponde aos
achados da pesquisa que serão divulgados por meio de publicações de artigos
científicos, apresentação em congressos, palestras e na publicação de um Livro.
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JESSICA PATRICIA CARVALHO GARCIA
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DIÁLOGOS ENTRE SABERES: estudo das práticas pedagógicas interdisciplinares e
interculturais dos professores de uma escola pública de São Luís (MA)
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Data : 10/01/2025
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A presente pesquisa buscou compreender as práticas pedagógicas interdisciplinares e
interculturais adotadas por professores em uma escola pública de São Luís (MA), a partir do
questionamento de como consideram a diversidade presente no espaço escolar. Em face da
necessidade de revisão das concepções tradicionais na sociedade contemporânea e destacando
a importância da diversidade de saberes e da fluidez das identidades, baseando-se em autores
como Hilton Japiassu (1994; 2016), Ivani Fazenda (2011) e Vera Candau (2006; 2012; 2016),
ressalta-se a relevância da interculturalidade e da interdisciplinaridade na educação como
formas de enfrentar os desafios ao conhecimento hegemônico estabelecido, especialmente no
contexto maranhense, marcado pela diversidade cultural e desigualdades sociais. Além disso,
busca-se contribuir para a reflexão na construção de práticas pedagógicas alinhadas às
necessidades da comunidade escolar, valorizando a diversidade cultural e promovendo uma
educação verdadeiramente democrática e plural. Para tanto, este estudo, de natureza
qualitativa, utilizou-se da pesquisa etnográfica, buscando descrever as práticas, detectar
abordagens, identificar desafios, potencialidades e compreender as concepções dos
professores sobre o tema da interdisciplinaridade e interculturalidade. Para a coleta de dados,
foram utilizados observação participante, diário de campo, grupo focal e questionário
semiestruturado, envolvendo professores dos componentes curriculares de história, artes,
geografia, matemática e língua espanhola. Por questão de tempo da pesquisa e disponibilidade
de todos os professores, nem todos participaram de todas as etapas da pesquisa. A análise dos
dados foi realizada por meio da triangulação de dados, em diálogo com os autores base e
autores da perspectiva decolonial, sob à luz da teoria do pensamento complexo de Edgar
Morin (2015) e da utilização da Análise do Discurso (AD), conforme proposto por Orlandi
(2009), pois permite investigar as inter-relações entre os sujeitos no ambiente pedagógico e as
implicações de suas práticas. A pesquisa evidenciou a importância da interdisciplinaridade e
interculturalidade como práticas pedagógicas fundamentais para uma educação mais inclusiva
e transformadora. A partir da análise de grupos focais, questionários e documentos
curriculares, destacou-se como essas abordagens enriquecem o processo de ensino,
conectando diferentes áreas do saber e promovendo uma compreensão mais ampla e
significativa da realidade. Apesar do reconhecimento de sua relevância pelos educadores,
desafios como a sobrecarga de trabalho, a falta de planejamento colaborativo, a ausência de
formação específica e as exigências do Novo Ensino Médio têm sido apontados como
barreiras significativas para sua implementação. A proposta pedagógica do Centro de Ensino
Renascença valoriza a diversidade cultural e a integração de saberes, mas enfrenta limitações
impostas pelo contexto institucional. Para superar esses obstáculos, torna-se urgente investir
na formação continuada, no fortalecimento do planejamento conjunto e na criação de espaços
para reflexão crítica. A interdisciplinaridade e a interculturalidade, quando efetivamente
aplicadas, contribuem para a formação de cidadãos críticos, éticos e socialmente conscientes.
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JOSÉ AUGUSTO CUTRIM GOMES
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DIREITOS CULTURAIS A PESSOAS IDOSAS COM ORIENTAÇÃO HOMOSSEXUAL EM SÃO LUÍS DO MARANHÃO
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Data : 10/01/2025
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Esta dissertação aborda os direitos culturais de pessoas idosas com orientação homossexual em São Luís do Maranhão e foi motivado pela necessidade urgente de dar visibilidade a um grupo marginalizado pela sociedade, e excluído das políticas públicas culturais. A pesquisa, de natureza exploratória, descritiva e qualitativa, adota um modelo teórico crítico e dialético, com abordagem interdisciplinar. O principal objetivo consiste em analisar as razões pelas quais os idosos com orientação homossexual são invisíveis nas políticas públicas em São Luís, a ponto de terem negado ou diminuído os seus direitos culturais. Os objetivos secundários são: verificar se há uma distinção entre faixa etária e orientação sexual no que diz respeito aos direitos culturais dos idosos em São Luís do Maranhão; descrever as políticas públicas da cultura ludovicense garantidoras de direitos culturais aos idosos homossexuais; identificar ações dos programas universitários da terceira idade (Universidade Integrada da Terceira Idade (UNITI)/Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Universidade Aberta Intergeracional (UNABI)/Universidade Estadual do Maranhão (UEMA)) que assegurem o acesso à cultura a esse grupo populacional. A questão-problema que norteou este estudo consiste em saber: por que os idosos com orientação homossexual são invisibilizados a ponto de não terem acesso pleno aos direitos culturais em São Luís do Maranhão? O estudo fundamenta-se, entre outros, nas concepções teóricas de autores como Roque Laraia (2022), que explora a cultura como elemento essencial na formação da identidade e inclusão social; Pierre Bourdieu (2021), que aborda o conceito de capital cultural; Judith Butler (2018), sobre a construção social do gênero e sexualidade; e Michel Foucault (2022), que analisa a normatização social da sexualidade. Os participantes da pesquisa foram 10 idosos, residentes em São Luís/MA, agentes públicos vinculados a programas universitários e a grupos culturais que atuam na proteção da pessoa idosa. Os dados foram coletados por meio de entrevista semiestruturada. A cidade de São Luís, com sua rica diversidade cultural, serviu de cenário para compreender as barreiras enfrentadas por esses idosos no acesso à cultura e na construção de suas identidades. Os resultados indicam que as políticas públicas culturais de São Luís não contemplam de maneira efetiva os idosos homossexuais. As narrativas dos entrevistados evidenciaram dificuldades práticas, entre as quais, a falta de acessibilidade e mobilidade urbana, a ausência de apoio familiar e comunitário, a inexistência de espaços culturais inclusivos, bem como barreiras emocionais decorrentes de discriminações vividas ao longo da vida. Esses achados confirmam a hipótese inicial de que os idosos homossexuais são invisibilizados nas políticas públicas, tendo seus direitos culturais negados, principalmente pela ausência de iniciativas governamentais específicas e pela perpetuação de estigmas e preconceitos. Apesar das limitações do estudo, os dados oferecem um panorama representativo dos desafios enfrentados, revelando tanto experiências comuns quanto particularidades das vivências desses idosos. Assim, foi possível ampliar a compreensão sobre as especificidades dos idosos homossexuais, apresentando sugestões para políticas mais inclusivas e educacionais que promovam a diversidade sexual e garantam uma velhice digna. Na área prática, ressalta-se a urgência de políticas que garantam o acesso à cultura, como a criação de espaços culturais inclusivos e campanhas para combater os preconceitos interseccionais. Recomenda-se que futuras pesquisas aprofundem o tema em outros contextos. Espera-se que este estudo inspire mudanças práticas e contribua para a capacitação de profissionais, sensibilização dos agentes políticos e da sociedade sobre a importância da cultura como direito fundamental para a promoção de uma inclusão efetiva.
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