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Banca de DEFESA: SUNSHINE CRISTINA DE CASTRO REIS

2025-05-30 09:52:00.262

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SUNSHINE CRISTINA DE CASTRO REIS
DATA: 30/05/2025
HORA: 15:00
LOCAL: sala 01 do PGCult
TÍTULO: MUSEOLOGIA DECOLONIAL: um olhar para o museu de artes visuais do Maranhão
PALAVRAS-CHAVES: Museologia; decolonialidade; insurgências; fratrimônios; interdisciplinar.
PÁGINAS: 181
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: A decolonialidade é um campo em construção e em disputa, tanto no aspecto teórico quanto prático, um projeto acadêmico-político de problematização e desobediência que se estabelece como enfrentamento à modulação do ser, do saber e do poder. Logo, sua aplicabilidade na museologia requer confrontar o status de santuário designado à preservação da memória, que se mantém isolado da desordem do mundo — uma inversão retórica que camufla a produção e reprodução de injustiças sociais históricas, por meio da projeção de neutralidade que dissimula o campo de batalha ideológica, política e econômica no qual está imersa. Nesse sentido, a presente investigação se insere na Linha de Pesquisa 2 (dois): Cultura, Educação e Tecnologia, tendo como objetivos identificar as ações decoloniais e as contribuições para a diversidade e a equidade desenvolvidas pelo Museu de Artes Visuais do Maranhão. Dessa forma, a pesquisa fundamenta-se em uma investigação interdisciplinar, com dois níveis de análise: o primeiro foca no acervo disponível para contemplação, enquanto o segundo investiga as práticas cotidianas e as perspectivas de artistas contemporâneos — como Pablo Monteiro, Silvana Mendes, Ingrid Barros, Gê Viana e Genilson Guajajara — em relação à museologia maranhense, utilizando a decolonialidade como método. Além disso, realizamos uma revisão bibliográfica para construir um diálogo entre a museologia e a decolonialidade, discutindo a intersecção entre História, Memória, Patrimônio Cultural e suas relações de poder. A pesquisa aborda, portanto, a complexidade do sistema simbólico, utilizando como campo de análise o acervo permanente do Museu de Artes Visuais do Maranhão, com recorte para o espaço dedicado aos povos originários, afro-maranhenses e às mulheres, relacionando as possíveis contribuições para o pensar e o fazer decolonial na museologia. Destaca-se, assim, a importância da insurgência na Educação Patrimonial para a ruptura da colonialidade, uma vez que promove uma política de ações e reflexões em favor da equidade, respeitando as diferenças e os diferentes. Conclui-se, portanto, que a museologia decolonial está assentada em uma utopia emancipatória, que não requer somente um giro, mas uma gira — uma vez que a função gira é confluir múltiplas presenças e saberes, desfazendo o desmantelo cognitivo promovido pelo carrego colonial. Um ebó de reencarnamento que nos auxilia a pensar nossos processos identitários, assim como um melhor reconhecimento de nossos fratrimônios — uma perspectiva ainda distante do contexto maranhense, visto que o estudo revelou a precarização das casas de cultura do Estado, bem como a ausência de pertencimento da classe artística com o Museu de Artes Visuais, demonstrando a necessidade de repensar as políticas culturais do Estado, assim como o compromisso com o imaginário maranhense.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1357614 - CONCEICAO DE MARIA BELFORT DE CARVALHO
Externo à Instituição - IVANIA DOS SANTOS NEVES - UFPA
Interno - 1281412 - KLAUTENYS DELLENE GUEDES CUTRIM
Co-orientador externo à instituição - ROSALVA DE JESUS DOS REIS - UEMA

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