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Banca de QUALIFICAÇÃO: REBECA MISLENE LOPES BARROS DA SILVA

2025-07-16 12:54:45.7

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: REBECA MISLENE LOPES BARROS DA SILVA
DATA: 30/07/2025
HORA: 15:00
TÍTULO: A COLONIALIDADE NO CONTEXTO UNIVERSITÁRIO: as implicações do racismo na subjetividade dos estudantes negros do curso de Medicina da UFMA Campus São Luís – MA
PALAVRAS-CHAVES: Racismo. Colonialidade. Estudantes negros. Subjetividades negras. Universidade.
PÁGINAS: 70
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: Os saberes discursivos difundidos na sociedade constituem a lógica que reproduz sentidos materiais e subjetivos coloniais, modernos, capitalistas e eurocentrados, que impõe a raça como o instrumento de dominação e exploração mais eficaz. Essa lógica surgiu em nome de um suposto processo de civilização/modernização criado pelo regime europeu dominante com inclinações opressoras e discriminantes que instaura, a partir disso, uma ordem hegemônica que legitima as desigualdades raciais e sociais e, reprime, sobretudo, a produção cultural e intelectual de quem não corresponde ao ideal branco, normalizado e padronizado. Nesse sentido, a branquitude é representada pela pureza, nobreza e civilidade, enquanto o sujeito negro é representado pelo oposto disso, o que implica na consolidação da exclusão e marginalização desse sujeito em favor da valorização simbólica e material do ideal branco. Os espaços de produções intelectuais, logo, discursivas, historicamente foram ocupados pela branquitude em negação da perspectiva negra. No entanto, pouco a pouco a presença negra tem-se feito ser sentida, principalmente nas Universidades, para alcançar tanto a apropriação e criação de novos conhecimentos, quanto para obter ascensão social. A questão é que o crescente percentual de ingressantes negros nas Universidades não garante que eles estarão isentos de violências racistas, entendendo que as instituições perpetuam a lógica racista através de sua dinâmica de funcionamento que privilegia determinados grupos em detrimento de outros. Dado o exposto, pensou-se: de que maneira o racismo decorrente das configurações histórico-estruturais da colonialidade e seus efeitos atravessam a subjetividade de estudantes negros dos cursos de graduação das universidades públicas? Para responder a problemática, traçou-se o objetivo geral de analisar de que maneira o racismo decorrente das configurações histórico-estruturais da colonialidade e seus efeitos atravessam a subjetividade de estudantes negros dos cursos de graduação e, os objetivos específicos de compreender, a partir de uma perspectiva decolonial, as relações raciais brasileiras no que concerne à desigualdade, raça e racismo, tal qual o processo de subjetivação dos negros brasileiros; identificar as intersecções raciais dentro do percurso formativo da graduação e as estratégias antirracistas adotadas pela instituição frente as disparidades raciais percebidas nesse contexto; e investigar, através de entrevistas, as inferências das transversalidades raciais dentro do percurso acadêmico de estudantes negros do ensino superior. Trata-se de uma pesquisa básica, exploratória, de caráter qualitativa, utilizando do procedimento técnico de pesquisa de campo, na Universidade Federal do Maranhão. A metodologia prevista utilizará a História de Vida de 5 a 10 estudantes negros da referida instituição como recurso metodológico para focar naquilo que é contado pelo indivíduo em seu relato único, buscando explorar como se dá o atravessamento racial histórico estrutural na subjetividade desses estudantes de acordo com seus próprios relatos, com o que sentiu e pensou nos cenários apontados.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1876492 - CLAUDIA LETICIA GONCALVES MORAES
Presidente - 1357614 - CONCEICAO DE MARIA BELFORT DE CARVALHO
Externo à Instituição - DANIELE VASCO SANTOS - UFT

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