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Banca de QUALIFICAÇÃO: ANA BEATRIZ CARVALHO DE SOUSA

2025-07-17 09:56:51.926

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA BEATRIZ CARVALHO DE SOUSA
DATA: 29/07/2025
HORA: 10:00
LOCAL: sala 01 do PGCult
TÍTULO: A POSSIBILIDADE DE NOVAS EXPERIÊNCIAS COLETIVAS E DE PRODUÇÃO CULTURAL NAS CIDADES: das Festas cívicas de Rousseau à Arte da vida em Guy Debord.
PALAVRAS-CHAVES: Rousseau. Debord. Teatro. Festas. Representação
PÁGINAS: 69
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: Esta dissertação propõe uma análise crítica sobre o papel dos espetáculos na sociedade a partir da obra Carta a d’Alembert sobre os espetáculos publicada em 1758 de Jean- Jacques Rousseau. O filósofo critica o teatro como forma de alienação e corrupção moral dos cidadãos, defendendo em seu lugar as festas cívicas, que são manifestações públicas voltadas a participação popular e a preservação dos laços comunitários. Tem como objetivo analisar, à luz de Jean-Jacques Rousseau, o tipo de espetáculo adequado a uma sociedade centrada no Ser, e não no Parecer, articulando essa reflexão com as críticas contemporâneas de Guy Debord, Theodor W. Adorno e Hans-Georg Gadamer. Para isso, investiga-se a presença de elementos rousseaunianos nas festas atuais, como festivais e celebrações culturais. Em diálogo com o conceito de “Sociedade do Espetáculo” (1967) na obra de mesmo nome do sociólogo Guy Debord, a pesquisa investiga como a cultura transformou a vida social em representações, priorizando a imagem e o consumo. A dissertação incorpora as contribuições de Theodor W. Adorno e Max Horkheimer sobre a cultura de massas e o capitalismo na obra Dialética do Esclarecimento (1986), Hans-Georg Gadamer sobre as festas e a união entre as pessoas na obra A atualidade do belo: A arte como jogo, símbolo e festa (1985), Rousseau por meio do personagem Saint-Preux na obra A Nova Heloísa (1761), articulando uma crítica à cultura da aparência e a perda de autenticidade, além de especialistas em Rousseau como Luiz Roberto Salinas Fortes sobre o problema da representação na obra Paradoxo do Espetáculo: Política e Poética em Rousseau (1997) e Jacira de Freitas na obra Política e festa popular em Rousseau: a recusa da representação (2003). Conclui-se que é necessária uma reflexão sobre práticas culturais atuais, como festas e eventos populares à luz dessas críticas, questionando se ainda é possível promover experiências coletivas genuínas em uma sociedade voltada ao parecer ao invés do ser.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1529323 - LUCIANO DA SILVA FACANHA
Interno - 2821076 - FLAVIO LUIZ DE CASTRO FREITAS
Externo à Instituição - BARBARA RODRIGUES BARBOSA - UNIFESP

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