Banca de DEFESA: ANA BEATRIZ CARVALHO DE SOUSA
2025-12-09 10:32:19.556
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA BEATRIZ CARVALHO DE SOUSA
DATA: 16/12/2025
HORA: 17:30
TÍTULO: A POSSIBILIDADE DE NOVAS EXPERIÊNCIAS COLETIVAS E DE
PRODUÇÃO CULTURAL: das Festas cívicas de Rousseau à Arte da vida em Guy Debord
PALAVRAS-CHAVES: Rousseau. Debord. Teatro. Festas. Representação.
PÁGINAS: 96
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: Esta dissertação desenvolve uma análise crítica do papel do teatro na sociedade a partir da Carta
a dAlembert sobre os espetáculos (1758), em que Jean-Jacques Rousseau critica o teatro como
forma de vaidade e corrupção moral, defendendo as festas cívicas como práticas públicas
capazes de fortalecer a participação popular e os laços comunitários. O objetivo é examinar, à
luz de Rousseau, que tipo de espetáculo convém a uma sociedade orientada pelo Ser, e não pelo
Parecer, articulando essa discussão às críticas contemporâneas de Guy Debord, Theodor W.
Adorno e Hans-Georg Gadamer. A pesquisa dialoga com o conceito de sociedade do
espetáculo (1967), analisando como a cultura converteu a vida social em representações que
privilegiam a imagem e o consumo. Baseada em revisão bibliográfica e interpretação
comparativa, articula as contribuições de Debord, Feuerbach, Jappe, Barthes e Rousseau,
aproximando-as também de obras culturais contemporâneas, como 1984 de Orwell, e de
produções musicais atuais. A metodologia examina historicamente a mediação imagética, o
fetichismo da mercadoria e a alienação, mobilizando fontes filosóficas, sociológicas e culturais
para interpretar mecanismos de representação, consumo e dominação simbólica. O estudo
recorre a exemplos empíricos, como maio de 68, fenômenos midiáticos, músicas populares e
ídolos da cultura pop, para mostrar como o espetáculo opera na vida cotidiana e para contrastar
essas dinâmicas com a crítica rousseauniana das aparências e das festas cívicas. A abordagem
é interdisciplinar, crítica e interpretativa, combinando análise conceitual, leitura de obras e
estudo de manifestações culturais contemporâneas. Incorporam-se, ainda, as reflexões de
Adorno e Horkheimer sobre a cultura de massas em Dialética do Esclarecimento (1986), de
Gadamer sobre a função das festas em A atualidade do belo (1985), e de intérpretes de Rousseau
como Salinas Fortes (1997) e Jacira de Freitas (2003). Conclui-se que é urgente repensar as
práticas culturais atuais, questionando se festas e eventos populares ainda podem promover
experiências coletivas autênticas em uma sociedade estruturada pelo parecer em detrimento do
ser.
MEMBROS DA BANCA:
Co-orientador externo à instituição - BARBARA RODRIGUES BARBOSA - UNIFESP
Interno - 2821076 - FLAVIO LUIZ DE CASTRO FREITAS
Externo à Instituição - HELDERSON MARIANI PIRES - FAAP
Presidente - 1529323 - LUCIANO DA SILVA FACANHA