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Banca de DEFESA: VALERIA CRISTINA LOPES DOS SANTOS

2026-01-08 12:43:22.731

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VALERIA CRISTINA LOPES DOS SANTOS
DATA: 16/01/2026
HORA: 10:00
TÍTULO: FAKE NEWS DO KIT GAY COMO DISPOSITIVO DA SEXUALIDADE – Análise das produções de discursos em 2018 a 2023
PALAVRAS-CHAVES: Fake News; Kit Gay; Dispositivo de Sexualidade; Interdisciplinaridade Crítica.
PÁGINAS: 122
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: Esta dissertação tem como objetivo analisar a produção de discursos das Fakes News do “Kit Gay” como dispositivo da sexualidade nas campanhas políticas brasileiras de 2018 a 2023. Trata-se de uma investigação de caráter interdisciplinar, que compreende o fenômeno das fake news como um problema situado na confluência entre antropologia, filosofia política, estudos de gênero e comunicação digital. A pesquisa busca compreender como essas narrativas falsas operam como uma tecnologia discursiva que fortalece projetos conservadores, restringe direitos sexuais e reprodutivos e legitimam práticas de violência simbólica e material contra corpos dissidentes. O estudo insere-se no campo das relações entre desinformação, política e subjetivação, articulando contribuições da antropologia contemporânea, da teoria social crítica e dos estudos feministas em diálogo com conceitos de dispositivo da sexualidade em Michel Foucault (2017; 2023), performatividade de gênero em Judith Butler (2019; 2023; 2024), interseccionalidade e marcadores sociais da diferença Avtar Brah (2016) e colonialidade do poder Aníbal Quijano (2005). A metodologia adotada é qualitativa, de caráter crítico, combinando procedimentos da netnografia, da análise documental, e da análise do discurso foucaultiana, em diálogo com perspectivas decoloniais. Foram analisados conteúdos circulados nas redes sociais, declarações públicas de agentes políticos e materiais utilizados em campanhas eleitorais entre 2018 e 2023. A pesquisa ancora-se em um referencial teórico interdisciplinar, crítico, interseccional e decolonial, fundamentado nos trabalhos de Judith Butler (2019; 2023; 2024), Michel Foucault (2017; 2023), Avtar Brah (2016) e Aníbal Quijano (2005). Os resultados revelam que as fake news do “kit gay” operam como dispositivos de poder que atualizam estratégias de controle social por meio da mobilização de pânicos morais. Essas narrativas articulam discursos de proteção da infância e da moral cristã com ataques à diversidade sexual e de gênero, produzindo efeitos de exclusão e marginalização de corpos dissidentes. Identificou-se a atuação de uma disciplina sobre a sexualidade que regula e normatiza corpos não conformes, ao mesmo tempo em que reitera a colonialidade do poder por meio da articulação entre raça, classe e gênero. Em contraponto, observam-se práticas de resistência nas redes sociais e no espaço público, por meio de alianças performativas que disputam os sentidos de gênero e ampliam a luta por cidadania sexual. Conclui-se que as fake news do “kit gay” não são apenas desinformações isoladas, mas compõem um dispositivo articulado que reforça a heteronormatividade e os projetos conservadores no Brasil. Ao mobilizarem o medo moral como estratégia política, tais narrativas afetam diretamente a cidadania de sujeitos dissidentes, mulheres e população LGBTQIA + e fragilizam o tecido democrático. Contudo, as agências emergentes, especialmente nas redes digitais e nos movimentos sociais, revelando fissuras nos regimes de verdade, abrindo caminhos para reexistência e a disputa simbólicas por reconhecimento e direitos.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1828136 - ANA CAROLINE AMORIM OLIVEIRA
Externo à Instituição - FRANCISCO GLEIDSON VIEIRA DOS SANTOS - UEVA
Interno - 1086593 - ZILMARA DE JESUS VIANA DE CARVALHO

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