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Banca de DEFESA: IGOR EMANUEL NUNES FARIAS PINHEIRO FIGUEIREDO

2026-01-08 12:47:51.136

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: IGOR EMANUEL NUNES FARIAS PINHEIRO FIGUEIREDO
DATA: 14/01/2026
HORA: 14:30
TÍTULO: Do tiro de canhão à subnotificação, mas ainda existe homotransfobia no Maranhão? Uma análise socioespacial dos crimes letais intencionais em São Luís - MA
PALAVRAS-CHAVES: Corpo; Cisheteronormatividade; Violência letal; Homotransfobia; São Luís- MA.
PÁGINAS: 155
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: Esta dissertação se inscreve na tentativa de compreender como o gênero, produzido sob a lógica colonial, organiza a vida social na contemporaneidade, ao nomear, a partir de um determinismo biológico e da exigência de coerência entre sexo, gênero e desejo, quais corpos têm o direito de existir e quais são empurrados para as margens da morte. Nessa gramática do poder, corpos cisheteronormativos ocupam o centro do privilégio, enquanto corpos LGBTI+s, quando não ajustados ao modelo dominante, são marcados pela violência, pela negação e pelo apagamento. Essa nomeação não é neutra: ela fere, disciplina e mata, transformando a diferença em alvo legítimo. No Brasil, essa realidade assume contornos ainda mais urgentes diante do crescimento da violência letal por homotransfobia, especialmente no estado do Maranhão. É nesse contexto que o estudo se propõe a analisar os crimes letais por homotransfobia registrados em São Luís, entre 2020 e 2024, interrogando o modo como a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão acolhe, registra e conduz essas ocorrências. Ao traçar, de forma sistemática, por meio dos Boletins de Violência Letal LGBTI+ no Maranhão, produzidos pelo Observatório de Políticas Públicas LGBTI+, o perfil socioespacial dos crimes e das vítimas, considerando território, identidade, sexualidade, idade, cor da pele, instrumento e método, a pesquisa transforma dados em denúncia e memória. Metodologicamente, trata-se de um estudo exploratório-descritivo, bibliográfico e documental, de abordagem quali-quantitativa, que utiliza modelagem estatística e produção de gráficos como ferramentas de leitura crítica da violência. Os achados evidenciam territórios marcados pela morte e pela negligência, reforçando a urgência de políticas públicas que garantam segurança e ampliem a diversidade social e cultural. Sustentada por um arcabouço teórico interseccional de gênero, a investigação mobiliza autores como Sigmund Freud, Jacques Lacan, Michel Foucault, Judith Butler, Achille Mbembe e Rita Segato, no escopo de tensionar a cisheteronormatividade compulsória e os apagamentos históricos de corpos dissidentes LGBTI+s. De caráter multidisciplinar, esta pesquisa se vincula à linha N1 – Expressões e Processos Socioculturais, do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da UFMA.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1828136 - ANA CAROLINE AMORIM OLIVEIRA
Externo à Instituição - CRISTIANE NAVARRETE TOLOMEI - UNIFESP
Interno - 2821076 - FLAVIO LUIZ DE CASTRO FREITAS

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