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Banca de DEFESA: LUANA KERLY ALVES COELHO

2026-01-12 09:46:27.128

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUANA KERLY ALVES COELHO
DATA: 15/01/2026
HORA: 09:00
TÍTULO: PRAZERES, PROFANIAS E EPISTEMOLOGIA SAPATÃO: O FEMINISMO LÉSBICO EM AUDRE LORDE E MONIQUE WITTIG
PALAVRAS-CHAVES: Escrita Lésbica; Feminismo lésbico; Epistemologia sapatão. Audre Lorde. Monique Wittig.
PÁGINAS: 99
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: Esta pesquisa investiga a constituição do feminismo lésbico a partir das obras de Audre Lorde (2021) e Monique Wittig (2022). A escrita assume a pessoalidade como método político e epistêmico, reconhecendo o corpo e a experiência da autora, uma mulher lésbica, como parte constitutiva do processo de produção de conhecimento. Tem-se como objetivo, analisar como o pensamento de Audre Lorde (2021) e Monique Wittig (2022) contribui para a construção de um feminismo lésbico que desafia a hegemonia cisheterobranca-colonial do gênero e a noção universal de mulher. De caráter interdisciplinar, a investigação articula contribuições da teoria literária, da teoria feminista, da epistemologia feminista, dos estudos de gênero e das críticas decoloniais, compreendendo que o objeto de estudo, as lesbianidades enquanto categoria política e epistemológica, não se deixa apreender por um único campo disciplinar. Sustentada por um arcabouço teórico interseccional e decolonial, a pesquisa mobiliza autoras como Lugones (2010), Gonzalez (2020) e Letícia Nascimento (2023), além das próprias Wittig (2022) e Lorde (2021), para tensionar o mito fundador do feminismo e seus apagamentos históricos de mulheres negras, lésbicas e dissidentes. O trabalho adota uma metodologia qualitativa e bibliográfica, com enfoque teórico-analítico, e parte da análise dos ensaios O pensamento hétero (2022), de Monique Wittig, e Irmã Outsider (2021), de Audre Lorde, compreendidos como documentos de insubordinação textual, política e afetiva. Ao afirmar o feminismo lésbico como uma epistemologia insurgente, a dissertação propõe a rasura do CIStema, o enfrentamento à norma e a abertura para uma política do prazer, da escrita e do afeto como formas de resistência. Em última instância, o texto se apresenta como uma porta de armário que se abre, uma aposta radical na possibilidade de pensar, sentir e existir fora das margens impostas pela norma.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1828136 - ANA CAROLINE AMORIM OLIVEIRA
Externo à Instituição - CRISTIANE NAVARRETE TOLOMEI - UNIFESP
Externo à Instituição - FLÁVIA ANDREA RODRIGUES BENFATTI - USP
Interno - 1073685 - RARIELLE RODRIGUES LIMA

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