Ir para acessibilidade
inicio do conteúdo

Banca de DEFESA: ISNARA MARIA FRAZAO PESTANA

2026-01-15 13:12:06.336

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ISNARA MARIA FRAZAO PESTANA
DATA: 30/01/2026
HORA: 15:00
TÍTULO: A POTÊNCIA REVOLUCIONÁRIA DO DESEJO: UMA ABORDAGEM ÉTICO-POLÍTICA DO DESEJO NO ESPINOSA DO DELEUZE
PALAVRAS-CHAVES: Espinosa; Deleuze; Desejo; Ética; Política.
PÁGINAS: 130
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: O objetivo deste trabalho consiste em analisar o conceito de desejo em Espinosa, a partir da leitura de Gilles Deleuze, com ênfase em sua dimensão ético-política. Para tanto, propõe-se uma abordagem interdisciplinar entre Filosofia e Psicologia, investigando a crítica à concepção do desejo como falta a partir da reivindicação que Deleuze faz do conceito de desejo em Espinosa, considerando suas implicações éticas e políticas. Considera-se o desejo, em Espinosa, como expressão da potência de existir (conatus), compreendido não como carência, mas como força afirmativa imanente à essência do ser. Essa abordagem contrasta com a tradição filosófica que, ao longo dos séculos, associou o desejo à falta, influenciando significativamente os fundamentos teóricos da psicanálise e da psicologia. Desse modo, busca-se identificar de que maneira Deleuze reivindica a concepção espinosana de desejo, compreendendo-o como um excesso produtivo em oposição à perspectiva psicanalítica. Espinosa desafia a visão tradicional do desejo, que o entende como expressão de uma carência orientada à busca de um ideal transcendente. Em contraposição, propõe uma ontologia do desejo como potência imanente ao ser, desvinculada de modelos transcendentes e de finalidades extrínsecas. Nesse contexto, Deleuze reivindica o pensamento espinosano, enfatizando o desejo como força expansiva e produtiva, contrastando com as abordagens psicanalíticas que o concebem como manifestação de uma falta. Este estudo busca demonstrar que a concepção de desejo em Espinosa, conforme entendida por Deleuze, configura uma nova proposta à tradição filosófica e psicológica, implicando profundas consequências ético-políticas. A originalidade desta investigação reside em destacar a atualidade e a força crítica da concepção espinosano-deleuzeana do desejo frente aos paradigmas psicológicos e filosóficos dominantes. Ao desvinculá-lo da moral transcendente e da lógica da submissão, o desejo se apresenta como causa eficiente de ação, base de novas formas de subjetividade e de organização política. Essa perspectiva permite compreender como as dinâmicas afetivas e sociais podem ser pensadas não a partir da repressão ou da negatividade, mas da afirmação e da potência de existir. Nesse sentido, o estudo demonstra que a leitura de Deleuze sobre Espinosa não apenas reinterpreta, mas também atualiza e expande o alcance do conceito de desejo, fornecendo instrumentos teóricos para uma crítica radical às estruturas de poder e para a formulação de práticas emancipatórias. Ao propor o desejo como excesso produtivo capaz de criar a realidade, esta dissertação oferece uma contribuição inovadora tanto para os estudos espinosanos quanto para os debates contemporâneos em ética, política e psicologia, revelando sua relevância no enfrentamento das formas de sujeição e no fortalecimento de processos de emancipação coletiva.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ADRIANA BARIN DE AZEVEDO - UEM
Co-orientador - 2821076 - FLAVIO LUIZ DE CASTRO FREITAS
Interno - 1529323 - LUCIANO DA SILVA FACANHA
Presidente - 1086593 - ZILMARA DE JESUS VIANA DE CARVALHO

fim do conteúdo