Banca de DEFESA: REBECA MISLENE LOPES BARROS DA SILVA
2026-04-10 17:10:34.829
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: REBECA MISLENE LOPES BARROS DA SILVA
DATA: 17/04/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Video conferência
TÍTULO: A COLONIALIDADE NO CONTEXTO UNIVERSITÁRIO: as implicações do racismo
na subjetividade dos estudantes negros do curso de Medicina da UFMA Campus
São Luís MA
PALAVRAS-CHAVES: Racismo. Colonialidade. Estudantes negros. Subjetividades negras.
Universidade.
PÁGINAS: 137
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: Os saberes discursivos difundidos na sociedade constituem a lógica que reproduz
sentidos materiais e subjetivos coloniais que impõe a raça como o instrumento de
dominação e exploração mais eficaz. Essa lógica surgiu em nome de um suposto
processo de civilização/modernização com inclinações opressoras e discriminantes
que instaura, a partir disso, uma ordem hegemônica que legitima as desigualdades
raciais e sociais e, reprime, sobretudo, a produção cultural e intelectual de quem não
corresponde ao ideal branco, normalizado e padronizado. O dispositivo de racialidade,
nesse sentido, tem como função central e estratégica, atuar em favor da lógica de
dominação e de produção de um outro inferior, com base na raça. Nessa perspectiva,
os espaços de produções intelectuais, logo, discursivas, historicamente foram
dominados pela branquitude em negação da perspectiva negra. No entanto, pouco a
pouco a presença negra tem-se feito ser sentida, principalmente nas universidades,
para alcançar tanto a apropriação e criação de novos conhecimentos, quanto para
obter ascensão social. A questão é que o crescente percentual de ingressantes negros
nas universidades não garante que eles estarão isentos de violências racistas,
entendendo que as instituições perpetuam a lógica racista através de sua dinâmica
de funcionamento que privilegia determinados grupos em detrimento de outros. Dado
o exposto, pensou-se: de que maneira o racismo decorrente das configurações
histórico-estruturais da colonialidade e seus efeitos atravessam a subjetividade de
estudantes negros dos cursos de graduação das universidades públicas? Para
responder a problemática, traçou-se o objetivo geral de analisar de que maneira o
racismo decorrente das configurações histórico-estruturais da colonialidade e seus
efeitos atravessam a subjetividade de estudantes negros dos cursos de graduação e,
os objetivos específicos de compreender, a partir de uma perspectiva decolonial, as
relações raciais brasileiras no que concerne à desigualdade, raça e racismo, tal qual
o processo de subjetivação dos negros brasileiros; discutir o acesso e a permanência
de estudantes negros nos cursos de graduação, identificando as intersecções raciais
presentes no percurso formativo junto às estratégias afirmativas; e investigar, através
de entrevistas, as inferências das transversalidades raciais dentro do percurso
acadêmico de estudantes negros do ensino superior. Trata-se de uma pesquisa
básica, exploratória, de caráter qualitativa, utilizando do procedimento técnico de
pesquisa de campo, na Universidade Federal do Maranhão. com procedimentos
bibliográficos, documentais e de campo. O recurso metodológico central foi a
entrevista de História de Vida, aplicada a dois estudantes negros do curso de Medicina
da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus São Luís. A leitura e
interpretação dos dados foram realizadas por meio da Análise Crítica do Discurso,
visando identificar as formações discursivas e os enunciados que moldam a realidade
social e os processos de subjetivação. Ressalta-se o caráter interdisciplinar da
pesquisa e sua vinculação a linha de pesquisa de Cultura, educação e tecnologia, do
Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PGCult). Tal atitude é adotada
ao promover a articulação entre os campos da psicologia, educação, relações raciais
e teorias decoloniais.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1876492 - CLAUDIA LETICIA GONCALVES MORAES
Presidente - 1357614 - CONCEICAO DE MARIA BELFORT DE CARVALHO
Externo à Instituição - DANIELE VASCO SANTOS - UFT