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Banca de DEFESA: RENAN AUGUSTO FERNANDES SILVA

2026-04-23 11:44:13.107

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RENAN AUGUSTO FERNANDES SILVA
DATA: 28/04/2026
HORA: 15:30
LOCAL: Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade-PGCULT
TÍTULO: CONTINUIDADE TRANSFORMADA: RECONFIGURAÇÃO DOS ESTEREÓTIPOS DE AMEAÇA NOS ARQUIVOS DE TURIAÇU-MA (1970–1980)
PALAVRAS-CHAVES: Arquivos; Quilombos; Conflito Social; Estereotipagem; Turiaçu-Maranhão.
PÁGINAS: 101
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: Em maio de 1978, documentos encaminhados à delegacia de Ordem Social e Política (DOPS) do Maranhão acusavam a criação de uma “Mini-Cuba”, uma “República Comunista” no município de Turiaçu, litoral ocidental maranhense. Esta dissertação investiga a reatualização de estereótipos históricos de ameaça no município de Turiaçu, Maranhão, a partir da análise de documentos digitalizados pelo Arquivo Publico do Maranhão (APEM), alocados no fundo do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) referentes às décadas de 1970 e 1980. O estudo adota uma abordagem interdisciplinar, dialogando com dispositivos de saber-poder, teorias da virada arquivística e o pensamento social brasileiro, compreendendo o arquivo como uma tecnologia de governança que constrói estereótipos para gerar uma “síndrome do medo” como recurso de controle. A pesquisa analisa relatórios policiais, diários de cárcere, folhetos populares e processos jurídicos, demonstrando como registros estatais e práticas discursivas dos próprios sujeitos envolvidos nos conflitos se articulam na produção de narrativas de um passado marcado por violências e silenciamentos. A dissertação identifica duas categorias de estereótipos que evidenciam a renovação discursiva do Estado: “Incultos caboclos”, que desautoriza a capacidade cognitiva e política dos lavradores; ; e “Mini-Cuba” / “República Comunista”, que traduz o pavor da elite proprietária para a gramática geopolítica da subversão internacional. Ambas buscam evocar revoltas populares históricas para justificar a repressão contemporânea O processo de estigmatização, enraizado historicamente, é analisado como uma prática situada que, ancorada em conflitos materiais por terra e trabalho, opera por meio da estereotipagem como tecnologia de intervenções sobre grupos sociais em organização. Conclui-se que documentos produzidos sob regimes de dominação podem ser ressignificados como instrumentos de denúncia, resistência e reapropriação, permitindo a emergência de contranarrativas que expressam a profundidade do conflito social em Turiaçu, e que a ameaça renovada pelo Estado é, em última análise, a reação à negação da submissão completa e à “paz” das comunidades negras.
MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1828136 - ANA CAROLINE AMORIM OLIVEIRA
Presidente - 032.772.673-34 - ANTONIO CORDEIRO FEITOSA
Externo à Instituição - KARINA BORGES DIAZ NERY DE SOUSA - UEMA

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