Ir para acessibilidade
inicio do conteúdo

Banca de QUALIFICAÇÃO: RICHARDES LIMA SOUZA

2026-06-21 20:18:28.991

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RICHARDES LIMA SOUZA
DATA: 22/06/2026
HORA: 14:15
TÍTULO: A RETOMADA DO POVO ANAPURU MUYPURÁ: Compreensões das práticas de territorialidade e identidade
PALAVRAS-CHAVES: Anapuru Muypurá; Retomada indígena; Identidade; Território; Brejo-MA
PÁGINAS: 98
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: Esta dissertação analisa o processo de retomada identitária e territorial do povo indígena Anapuru Muypurá em Brejo, no Baixo Parnaíba maranhense, tensionando os mecanismos históricos de apagamento e as práticas contemporâneas de resistência. Fundamentando-se em Michel-Rolph Trouillot e J. B. Harley, o primeiro capítulo desconstrói o "silêncio cartográfico" estatal na transição do aldeamento originário para a freguesia, demonstrando a invisibilidade indígena como um efeito político ativamente produzido. O trabalho justifica-se ao ampliar a compreensão sobre a territorialidade indígena como luta por autonomia, fornecendo subsídios para políticas públicas e para o reconhecimento da retomada como elemento fundamental da memória coletiva dos povos originários. Metodologicamente, presente no segundo capítulo, a investigação assume a tratativa de amigo interlocutor (Goldman, 2003). A inserção em campo, ocorrida em abril e maio de 2026, respaldou-se no princípio da Consulta Livre, Prévia e Informada (Convenção 169 da OIT e resoluções CNS 510/2016 e 304/2000). Por meio de etnografia, observação participante e diário de campo, promoveu-se uma triangulação analítica que erige a memória coletiva de anciãos e lideranças como chave epistemológica para ler o arquivo histórico a contrapelo. O estudo tem como objetivo geral investigar como a retomada do povo Anapuru Muypurá compreende suas práticas de territorialidade, identidade e resistência cultural no contexto das disputas interétnicas no Maranhão. Especificamente, busca-se analisar a relação da retomada com as práticas sociais do grupo, identificar sua contribuição para a elaboração da identidade e da cosmovisão, e examinar as formas de resistência cultural emergentes, como a preservação de rituais e modos de organização social. O terceiro capítulo aborda as arenas do presente, como o racismo institucional nas fricções cartoriais pelo direito ao nome étnico, o manejo tradicional, os traumas geracionais e o reencantamento do território pela ancestralidade.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1828136 - ANA CAROLINE AMORIM OLIVEIRA
Interno - 1233753 - CAROLINA CHRISTIANE DE SOUZA MARTINS
Externo à Instituição - JOSÉ ALVES DIAS - UESB

fim do conteúdo