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Banca de QUALIFICAÇÃO: LUIS ARMANDO MOREIRA CRUZ

2026-07-01 22:32:27.336

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUIS ARMANDO MOREIRA CRUZ
DATA: 02/07/2026
HORA: 16:00
TÍTULO: DELÍRIOS ELÉTRICOS : O SINTETIZADOR COMO OPERADOR DE REFUNCIONALIZAÇÃO TECNOLÓGICA NA MÚSICA ELETRÔNICA DO KRAFTWERK
PALAVRAS-CHAVES: Refuncionalização; Sintetizador; música eletrônica; interdisciplinaridade.
PÁGINAS: 77
GRANDE ÁREA: Multidisciplinar
ÁREA: Interdisciplinar
RESUMO: Esta pesquisa investiga a disputa entre automação e maquinação a partir da história das mídias sonoras, tomando o surgimento do sintetizador eletrônico como objeto privilegiado para compreender processos de refuncionalização técnica no século XX. Assumindo uma perspectiva da teoria das mídias, estabelecemos uma abordagem interdisciplinar que articula filosofia, música e história da técnica para analisar o processo de constituição da música eletrônica a partir do deslocamento de tecnologias originadas no complexo industrial-militar. A cadeia de transferências e refuncionalizações que possibilitou essa nova prática musical demonstra como a tecnologia constitui um campo de mediação entre história, ciência e arte, além de ser constantemente disputada para servir a diferentes usos estéticos, lúdicos e afetivos. Para analisar tal contexto, utilizamos conceitos elaborados por autores como Walter Benjamin, Friedrich Kittler, Gilles Deleuze, Félix Guattari e Gilbert Simondon. Através de uma breve genealogia fonográfica, investigamos os valores estéticos e os fundamentos técnicos que desaguaram na criação do sintetizador analógico, uma máquina aberta que demonstra a possibilidade de converter dispositivos originalmente voltados ao controle e à destruição em plataformas de experimentação estética. Nesse contexto, a obra do grupo Kraftwerk é analisada como exemplo paradigmático de reparação técnica afetiva, evidenciando como a música eletrônica tornou-se um campo privilegiado para a reconfiguração crítica da relação entre técnica, sensibilidade e imaginação. Conclui-se que a história da música eletrônica oferece um horizonte fecundo para pensar formas contemporâneas de apropriação criativa das tecnologias, revelando brechas no interior da mecanização para a emergência de novos agenciamentos estéticos.
MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALEX FABIANO CORREIA JARDIM - UNIMONTES
Externo ao Programa - 471.744.801-44 - FLAVIA CRISTINA SILVEIRA LEMOS
Presidente - 2821076 - FLAVIO LUIZ DE CASTRO FREITAS

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